Histórias que conectam: escritora Tais Pereira de Freitas lança ‘40 Semanas’ em Franca nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, 15 de maio, a escritora Tais Pereira de Freitas estará em Franca para lançar seu terceiro livro de contos, ‘40 Semanas’. Tais é assistente social em Araraquara, mas tem forte ligação com Franca. Formada pela Unesp, passou pela graduação e pela pós, recebendo o título de doutora em Serviço Social com a tese Mulheres Negras na Educação Brasileira, também publicada.
Na apresentação do livro, Tais conta que sempre gostou de escrever: “Escrevia diários desde os 15 anos, registrei meu exercício profissional como assistente social em todos os lugares por onde passei, escrevia histórias, cartas, poesia, textões no Facebook”. Mas foi justamente a maternidade que lhe trouxe os textos mais frequentes e intensos: “Em 2015, Nice de Fátima nasceu, tornando minha vida plena de sentidos e meus textos mais frequentes e intensos. Em junho de 2020, Angelina de Lourdes nasceu e o amor multiplicou-se, fazendo a vida ganhar uma dimensão que até hoje tento explicar, mas ainda me faltam palavras”.

Neste livro, ela apresenta 40 histórias, tal como uma gestação, envolvendo maternidades. Tive a honra de ler um dos contos intitulado ‘Como você sabe, mãe’, e como leitora fui entrando na história, visualizando, compreendendo. Vi uma mãe dando liberdade, orientando, torcendo para tudo dar certo e abrindo os caminhos. Estive dentro da história. Espero que vocês se aventurem também. Tais, mãe de Nice de Fátima e Angelina de Lourdes, conversou com o Notícias de Franca.
Você tem quantos livros publicados?
Tenho três livros publicados: Bagaços (2009), um livro de contos que trata da realidade dos trabalhadores no corte manual da cana-de-açúcar. O Treze e Outras Histórias (2011), um livro também de contos, mas que trata da realidade de adolescentes autores de ato infracional cumprindo medidas socioeducativas na Fundação CASA. Tanto Bagaços quanto O Treze partem do meu exercício profissional como assistente social. Mulheres Negras na Educação Brasileira (2017) é resultado da minha tese de doutorado em Serviço Social e aborda a presença histórica de mulheres negras na forma como se desenvolve a educação no Brasil.
O que os leitores e leitoras vão encontrar neste novo livro?
40 Semanas traz histórias que são mais do cotidiano e, diferente dos livros anteriores, que são de uma realidade específica, em quarenta semanas existem as mais diversas realidades.
Conte um pouco como foi seu processo criativo.
40 Semanas nasce da vontade de colocar no papel algumas reflexões que eu fazia acerca da maternidade. Então, às vezes coisas que eu vivia, às vezes coisas que ouvia, às vezes coisas que eu lembrava de outras experiências de trabalho… isso me instigava a querer escrever. E a ficção sempre foi um caminho que gosto de trilhar. Então, através da ficção, fui reproduzindo vivências que não são apenas minhas, mas que são coletivas e plurais.
O Serviço Social te influenciou de alguma forma neste novo livro?
O exercício profissional como assistente social me influenciou no processo de construção desse livro, pois, como assistente social nos mais diversos espaços por onde passei, tenho contato com a realidade de diversas mães, e isso foi me permitindo olhar as maternidades com olhos mais críticos e atentos.
É um livro que fala sobre maternidades, no plural. Ser mãe te influenciou a escrevê-lo?
Sim. A maternidade e tudo o que envolve ser mãe nessa realidade contemporânea (trabalho, grupos de mães da escola, grupos de mães do balé, grupos de mães da natação) ampliaram o horizonte da minha escrita. Então, é um livro que traz um pouco de como eu tento ser mãe, dos sonhos e anseios. Através das personagens, eu recrio meus próprios medos e minhas próprias expectativas acerca da maternidade.
Serviço
O lançamento do livro ocorrerá nesta sexta-feira, 15 de maio, às 18h30, na Casa da Cultura Abdias do Nascimento (Rua Oscar Brasilino Santos, 1.531, Centro, próxima à Praça do Cemitério, Franca). O livro poderá ser adquirido diretamente com a autora.









