Religião

Minha alma anseia por Deus

(Salmos 42:1,2) Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

Caros leitores e internautas, Paz do Senhor!

A água é essencial à vida física, à sobrevivência humana. E com isso todos concordamos.
Assim, também, Deus e a sua presença, são essenciais à satisfação e normalidade da vida.
O verdadeiro cristão terá fome e sede de Deus e da sua graça. Sem essa sede de Deus, a pessoa morre espiritualmente. Não devemos permitir que coisa alguma faça diminuir nosso anelo pelas coisas celestiais.
Acautele-se das coisas desse mundo, das buscas terrenas e dos prazeres que tiram a fome e sede de Deus, e o desejo de buscar a sua face em oração!

Devemos orar para que aumente o nosso anseio pela presença de Deus, que nosso desejo pela plena manifestação do Espirito Santo cresça, e que se aprofunde a nossa paixão pela plenitude do reino de Cristo e de sua justiça, até clamarmos por Ele de dia e de noite, com sede sincera, assim como cervo brama pelas correntes de águas em tempos de seca, nos dizeres poéticos e serenos do salmista.
O salmista, nos versículos-portais deste artigo, compara-se a um cervo em relação à sua sede, e seu desejo jubiloso por uma fonte de águas puras e refrescantes, na qual pudesse, verdadeiramente, saciar sua sede.
Busque desta fonte de água viva, que é Cristo: não é uma questão de simples escolha, mais de sobrevivência.

(João 4:13;14) Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
A água dada por Cristo significa vida espiritual; e para usufruir dessa água viva é necessário que a pessoa a “beba”. Esse “beber” não é um ato único e momentâneo, mais sim progressivo, ofertado a todos os sedentos: (João 7:37) “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba”.

O verbo beber, ressaltado no tempo e modo beba, na conjugação do imperativo afirmativo, com toda uma ideia de presente, do agora, representa uma ação progressiva, repetida, continuada. Para beber da água da vida, é necessário estar junto à fonte da água viva que é o próprio Cristo.
Ninguém pode continuar bebendo da água da vida, estando distanciado da fonte. Tal pessoa torna-se o que Pedro descreve como “fontes sem água” (2Pedro 2:17) “Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva”.
O salmista conversa consigo mesmo sobre o abatimento de sua alma e se examina quanto o seu vazio interior. Não dá para viver sem a presença sanadora de Jesus, pois somente ela é capaz de preencher os nossos corações e ocupar o angustiante vazio com a sua glória.

É de todo conveniente perguntar para nós mesmo como está nossa alma, se está sedenta de Deus. Ele é a fonte que vai enchê-la, a fim de que não continue mais vazia e seca.
O Senhor tem prometido que abençoaria quem tem sede e fome de justiça, os que não se contentam com menos do que a plenitude da benção divina. Não devemos desanimar, mas por nossa esperança em Deus e confiar no seu imutável amor. (Apocalipse 21:6) Disse-me ainda: “Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Principio e o Fim. A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da água da vida.

Deus os abençoe a todos! Nos laços do calvário.

Pastor José Aparecido Jerônimo

É graduado em Teologia pela EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembleias de Deus) e pelos cursos avançados do Ibad (Mantenedor da Faculdade Fabad), exerce o ministério pastoral desde o ano 1995. Desde 2017, pastoreia a Igreja Assembleia de Deus, do Recanto Elimar, em Franca

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