Murmuração, o veneno que mata!

(Provérbios 18:21) “O que você diz pode salvar ou destruir uma vida; portanto, use bem as suas palavras e você será recompensado.
Caros leitores e internautas: a paz do Senhor!
Ao longo da História Bíblica, vemos que o povo de Israel murmurou porque não tinha água e, após isso, murmurou por não ter pão. Suas duas carências eram autênticas. Voltaram a se queixar por falta de carne, que também era uma verdadeira necessidade, e murmuraram também contra a liderança de Moises, Arão e a Deus, pois diziam que Ele, Deus, os tirou do Egito para morrer no deserto.
Tudo isso por falta da fé e confiança do povo nas promessas do Deus!
Mesmo que seja verdadeira, se existe uma coisa má ou negativa, não devemos compartilhá-la com outros ou espalhá-la, mesmo porque Deus havia dado ao seu povo todas as garantias, que Ele, o Senhor, estaria guardando-os em todo o caminho para a terra prometida, e seria uma fonte para todas as necessidades que eles teriam.
A falta de fé e de confiança em Deus, por parte de Israel, levou o seu povo a murmurar contra Deus; e não é diferente de nós, nos dias de hoje, pois a nossa falta de fé e de confiança em Deus nos leva a murmurar e reclamar das situações que vivemos.
A murmuração está na lista dos piores pecados, visto que a tal é tão mal que mata a autoestima de uma pessoa e causa a destruição de uma vida; tira a alegria e satisfação do coração das criaturas e dos filhos de Deus. Ou não vemos que os murmuradores nunca estão satisfeitos, sempre encontram falhas em alguém?
Faz-se oportuno verificar o que o verbo murmurar significa: caluniar, resmungar, falar com voz baixa, difamar, falar mal e desfazer de alguém ou de alguma coisa.
A murmuração pode ser baseada em realidades ou verdades, mas continua sendo venenosa e letal.
A murmuração procura sempre atingir a liderança, ou os responsáveis que estão à frente de alguma obra, tarefa ou trabalho, seja secularmente ou espiritualmente na obra de Deus. Mas seus efeitos são terrivelmente desmotivadores.
Assim, caros leitores e seguidores, precisamos compreender o que o sábio Salomão está nos ensinando no curto e profundo texto da ementa (Provérbios 18.21), acerca do que devemos falar e usar, de forma sábia, as nossas palavras. O que você diz, realmente, poderá influenciar negativamente ou positivamente a vida daqueles que estão ao seu redor, inclusive destruí-las por conta do veneno que há por dentro e por trás da murmuração. As nossas palavras devem ser usadas de forma sábia, de vez que sabemos ser uma fonte de água, para saciar a sede dos sedentos por paz e alegria. Quem usa bem as suas palavras, é comparado às pessoas sábias e abençoadas por Deus, pois nós somos uma fonte de água doce (água viva).
Embora murmurar também consista em falar baixo, ninguém pode falar tão baixo que Deus não ouça. Os murmuradores se ajuntam em grupinhos, falando em forma de cochichos, por vezes unindo as ideias e insatisfações. Ignoram que Deus está no meio do grupo ouvindo tudo. Mais tarde terão de dar conta de todas as palavras ociosas e desalentadoras que disseram na presença de d’Ele.
O povo de Deus se reúne para adorar, louvar e engrandecer ao Senhor. Ele está no meio do seu povo, a fim de receber o culto que lhe é prestado, ficando contente com o seu povo.
Daí nos fazer uma séria advertência: “E não murmureis como também eles murmuraram e pereceram pelo destruidor” (1Co 10.10).
Infelizmente, existem faladores crônicos, para os quais não há remédio, porque eles não o tomam, não sentem o “arrependimento”. De tudo o que não entendem, difamam!
Característica outra dessa mania feia e verdadeiro pecado é a de se falar algo para uma pessoa que não tem poder para o resolver! E os que por ela se enveredam, prosseguem, assim, pelo caminho de Caim, que pereceram na revolta de Corá. Essas pessoas são como rochas submersas e nuvens sem água, impelidas pelos ventos, árvores duplamente mortas, ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades.” (Judas 1:10-13). Mas esses homens xingam aquilo que não entendem. E as coisas que eles conhecem por instinto, como os animais selvagens, são estas que os destroem. Ai deles! Seguem o mesmo caminho de Caim, por causa de dinheiro, eles se entregam ao mesmo erro de Balaão. E como Corá, se revoltou e foi destruído, eles também se revoltam e serão destruídos. Com as suas vergonhosas bebedeiras, eles são como manchas de sujeira nas refeições de amizade que vocês realizam. Eles cuidam somente de si mesmos. São como nuvens levadas pelo vento, que não trazem nenhuma chuva; são como árvores que, mesmo no outono, não produzem nenhuma fruta; são como árvores que foram arrancadas pela raiz e estão completamente mortas. Eles são como as ondas bravas do mar, jogando para cima a espuma das suas ações vergonhosas; são como estrelas sem rumo, para as quais Deus reservou, para sempre, um lugar na mais profunda escuridão.
Nem tudo está perdido, pela graça de Deus! Para os murmuradores recuperáveis existe tratamento; é um remédio muito amargo: refrear a tua boca pela palavra do Senhor (Provérbios 13:3) “Quem toma cuidado com o que diz está protegendo sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo”.
Amigos do Evangelho de Cristo: se esta simples reflexão falou ao seu coração, nada está perdido, e tudo pode ser recuperado e regenerado em sua vida. Você pode estar dizendo, o quê devo fazer para vencer alguns momentos de murmuração que, vez em quando, me vejo fazendo e espalhando? Talvez você esteja passando por momentos difíceis, e sua fé e confiança em Deus estão abaladas. Eu o convido a renovar sua fé, e a sua confiança em Deus. Fuja do pecado da ingratidão.
Busque pela ajuda de Deus, pois somente Ele poderá lhe ajudar a vencer este mal. Peça ao Senhor, para mudar o teu coração, e, daqui para frente, quando abrir a sua boca, seja para proferir salmos, cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo, no temor de Deus. (Efésios 5.19-20) “Animem uns aos outros com salmos, hinos e canções espirituais. Cantem, de todo o coração, hinos e salmos ao Senhor. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo, agradeçam sempre todas as coisas a Deus, o Pai”.
Deus os abençoe! Nos laços do calvário.
Pr. José Aparecido Jeronimo









