Região Oeste está entre as mais infestadas com mosquito da dengue em Franca

Franca tem enfrentado um aumento expressivo no número de casos de dengue registrados em 2022. Para se ter uma ideia, só nos primeiros três meses do ano a cidade já registrou seis vezes mais casos de dengue em comparação ao registrado no ano todo de 2021: foram 1407 só em 2022 ante 221 casos contabilizados no ano passado. Os números acendem um alerta e preocupam ainda mais, pois só nos últimos 15 dias duas mulheres morreram em decorrência de dengue hemorrágica na cidade.
Um levantamento sobre o índice larvário das regiões de Franca apontou setores da região Oeste (fundos das Vilas São Sebastião, Rezende, Santa Maria e adjacências), como áreas que precisam de maior atenção. O mesmo ocorre na área da Vila Formosa e do Parque São Jorge, no Jardim Brasilândia e Jardim Aeroporto.
A combinação de água parada e calor tem criado um ambiente propício para o surgimento e multiplicação das larvas do mosquito Aedes aegypti, principal responsável pela transmissão da Dengue. Nas principais unidades de atendimento 24h continua alta a incidência diária de pacientes acolhidos com os sintomas característicos da doença, o que está requerendo das autoridades sanitárias esforços redobrados.
Segundo a prefeitura, ações de campo são realizadas diariamente, inclusive aos sábados, quando tem sido possível encontrar um maior número de pessoas em casa nas visitações das equipes. Em virtude das restrições impostas pela situação de pandemia, até o ano passado, essas abordagens nos domicílio ficaram prejudicadas e os contatos limitavam-se ao diálogo com os moradores, sem que tivesse acesso às residências e aos quintais. Neste começo de ano, com o retorno das visitações e checagem nas residências foi possível identificar nas regiões os locais que precisam de maior atenção. Para isso, equipes foram distribuídas e continuam realizando visitas e os chamados bloqueios.
Nesses contatos, além das orientações são entregues folhetos contendo dicas de eliminação de todo ambiente que possa armazenar água, além da limpeza rotineira de calhas e vasilhas com água, manutenção de caixas d’água tampadas, entre outras medidas.
Cuidados e sintomas da dengue
Doença febril grave causada por um arbovírus, a dengue não é transmissível de uma pessoa para outra. A transmissão se dá por meio de picadas de insetos, especialmente, os mosquitos. O transmissor (vetor) da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar. O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar condições para se desenvolver.
Os números da Secretaria de Saúde dos últimos dias colhidos junto às Unidades 24h (Pronto Socorros e UPAS), mostram o acentuado percentual de pacientes medicados com suspeitas da dengue, cujos principais sintomas são:
- Febre alta – acima de 38.5ºC
- Dores musculares intensas
- Dor ao movimentar os olhos
- Mal estar
- Falta de apetite
- Dor de cabeça
- Manchas vermelhas no corpo
Importante
Apesar dessas manifestações, A infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupta, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.
Ao apresentar os sintomas, a pessoa deve procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados. A dengue, na maioria dos casos, tem cura espontânea depois de 10 dias. O repouso absoluto e a ingestão de bastante água é fundamental, para manter o corpo hidratado.









