Economia criativa e capital intelectual

De acordo com o Sebrae, Economia Criativa é o conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade e que geram valor econômico. A indústria criativa é um setor que gera renda, cria empregos e produz receitas, inclusive, de exportação, enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.
Ainda conforme a entidade, os números são bastante expressivos: “concretamente, a área criativa gerou uma riqueza de R$ 155,6 bilhões para a economia brasileira em 2015, segundo “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil” , dados publicados pela Firjan, em dezembro de 2016.

Na ocasião, a participação do PIB Criativo estimado, dentro PIB brasileiro, foi de 2,64% em 2015, quando a Indústria Criativa era composta por 851,2 mil profissionais formais.”
A Folha de Franca convidou o especialista em Economia Criativa pela Fundação Barcelona Media, da Espanha, Decio Coutinho, consultor, instrutor e palestrante nacional e internacional, delegado do Brasil no Culture Summit Abu Dhabi 2019 e também colunista de Economia Criativa na Band News FM em Goiás, que recentemente esteve palestrando na UniFacef para falar sobre o tema “Cidades Criativas: Regeneração e Prosperidade”.
Conforme entrevista de Coutinho concedida a Dida Brasil, para a Revista Viu, ” a Economia Criativa surge como uma nova estratégia de diferenciação e de posicionamento no mercado e reflete as diversas possibilidades de desenvolvimento dos pequenos negócios, inclusive por meio de novos modelos que respondem às demandas da sociedade moderna por consumo, segmentado e de massas, e inovação”.
E Decio Coutinho completa: “atuar na consolidação dessa estratégia contribui para o desenvolvimento dos pequenos negócios no setor da economia criativa pelo qual passam as grandes inovações e perspectivas de crescimento da economia brasileira que está em uma transição entre a produção material e a imaterial, intangível, de serviços criativos, de que o mundo está tão carente no momento que vivemos”.
Leia, abaixo, as proposições, inclusive para Franca, no sentido da sustentabilidade a partir do mercado da criatividade.

Folha de Franca – Explique mais aprofundadamente a Economia Criativa.
Decio Coutinho – O que define um setor ou segmento da Economia Criativa é que ele tem na criatividade a sua principal fonte e insumo, sendo o centro de sua atividade. Os segmentos das artes e cultura, bem como a moda, o design, gastronomia, turismo cultural e criativo e a comunicação. Startups, Games e Softwares também podem ser entendidos como segmentos da Economia Criativa, principalmente nos que são voltados e construídos com base na inovação e criatividade. Existem vários entendimentos diferentes sobre essa questão e por se tratar de um conceito relativamente novo ainda está em construção.
Folha de Franca – Em que momento e por que se decidiu por estudar e atuar nessa área?
Decio Coutinho – Em 2001, quando era funcionário do Sebrae, participei de uma seleção nacional dentre os quadros da entidade para constituir uma equipe de 12 colaboradores para trabalhar o 1o projeto em âmbito nacional da instituição, denominado “Cara Brasileira – A Brasilidade nos Negócios”. Fiquei em 2o lugar no país e a partir dessa data recebemos 09 meses de capacitação com o sociólogo italiano Domenico De Masi (autor de “O ócio criativo”) e sua equipe. Essa capacitação feita parte no Brasil e parte na Itália, me habilitou a adentrar ao mundo da Economia Criativa, liderando esse tema no Sistema Sebrae em todo o país, posteriormente.

Folha de Franca – O que você propõe para Franca, nesse aspecto?
Decio Coutinho – Franca é uma cidade que tem todas as condições de abraçar o tema das cidades criativas que tem na economia criativa, um dos principais vetores de desenvolvimento. A proposta para que isso aconteça depende de um trabalho sistemático, estratégico e continuado, de médio e longo prazo. A nossa proposta é a de uma sensibilização inicial com as lideranças locais, apresentando esse universo de possibilidades para Franca. essa etapa já aconteceu recentemente. Em um segundo momento essa sensibilização precisa ganhar a comunidade local de Franca. Para isso estaremos realizando em início de dezembro de 2021, o V FICC-Fórum Internacional de Cidades Criativas, em Franca. Com esse grande e importante encontro iremos apresentar soluções locais, do Brasil e do mundo no tema da criatividade e das cidades criativas, para um público estimado de 300 a 400 pessoas. Esse mesmo Fórum irá também realizar dentro da sua programação uma atividade prática, uma Oficina de Design de Território Criativo, para juntos todos, nós da coordenação do Fórum, os palestrantes e os 400 participantes desenharmos a nossa Franca Criativa.








