Francanos lotam supermercados após Justiça autorizar abertura do Savegnago
Os francanos lotaram já na manhã desta terça-feira, 1º, os supermercados da rede Savegnago. Com cinco lojas em Franca, a rede conquistou no Tribunal de Justiça de São Paulo a autorização para abrir as portas mesmo durante o lockdown, que vigora na cidade até o próximo dia 10 de junho. Desde a última quinta-feira, 27, os supermercados, mercearias e varejões estão autorizados a vender apenas por delivery.
Em todas as unidades da rede na cidade, logo após a abertura, consumidores formaram filas para aproveitar a decisão judicial e foram às compras.
A equipe da Folha de Franca esteve nos cinco locais. Estacionamentos lotados, falta de carrinhos, corredores lotados e filas eram cenário comum em todas as lojas. Em alguns setores, era possível comprovar o desabastecimento dos produtos.
Nas avenidas Brasil e Dr. Ismael Alonso Y Alonso, os consumidores lotavam os carrinhos com itens diversos. Os setores mais procurados eram o de frutas e verduras, além de carnes.
Na unidade da Avenida Roberto Cavalheiro Coelho, no Parque Castelo, apesar das orientações, a temperatura dos consumidores não era medida antes que a entrada deles fosse permitida. Do lado de dentro, apesar das placas de “Venda proibida” nos setores de bebidas alcoólicas, alguns consumidores ainda tentavam passar latinhas nos caixas.
Na unidade da Avenida José Silva, nas proximidades do Parque de Exposições “Fernando Costa”, os carrinhos acabaram e uma grande fila se formou rapidamente do lado de fora.
REPERCUSÃO
A abertura dos supermercados da rede Savegnago teve uma grande repercussão na cidade. Enquanto muitos criticam a decisão, outros aproveitaram a oportunidade para correr até as lojas e abastecer suas geladeiras.
Na sessão ordinária desta terça-feira, 1º, muitos vereadores criticaram a decisão da rede de buscar na Justiça autorização para abrir as portas.
Os parlamentares Gilson Pelizaro (PT), Della Motta (Podemos), Lurdinha Granzotte (PSL), Carlinho Petrópolis Farmácia (PL), Zezinho Cabeleireiro (PP), Donizete da Farmácia (MDB), Pastor Palamoni (PSD), Marcelo Tidy (DEM) e Ronaldo Carvalho (Cidadania) expressaram seu repúdio pela empresa ter se recusado a aderir às regras de isolamento, o que irá possibilitar a proliferação da covid-19.
Em nota, a APAS (Associação Paulista de Supermercados) informou que, “embora respeite a decisão do magistrado que julgou a ação impetrada pela Associação Paulista de Supermercados, a entidade diverge da decisão e entende que a justiça foi feita na ação movida pelo supermercado associado Savegnago, pois a decisão se baseou no bem-estar comum e procurou garantir direitos básicos da pessoa humana ao assegurar que a população continue com acesso ao essencial serviço prestado pelos supermercados. Neste sentido, a APAS pediu a reconsideração da decisão inicial ao juiz de primeiro grau”.
A APAS (Associação Paulista de Supermercados) havia entrado com o pedido para que os supermercados voltassem a funcionar, mas o pedido, analisado no TJ pela relatora Maria Fernanda de Toledo Rodovalho, foi negado.
Já a Prefeitura, através da Assessoria de Comunicação, informou que “está entrando com recurso na tentativa de reverter a decisão”. Uma reunião com representantes dos supermercados e o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) estava prevista para a tarde de hoje.
Procurada, a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) informou que “não comenta decisões de processos judiciais em andamento”.








