A Fé é transcendente, pessoal e Eclesial

A Fé é transcendente, pessoal e Eclesial
O Apóstolo Pedro professa a sua Fé em Jesus Cristo: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo… E Jesus respondeu: Feliz és tu Simão Pedro, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas meu Pai que está no Céu” (Mt 16,16-17). A Fé vai mais além que os simples dados empíricos ou históricos. A é transcendente, e por isso mesmo não é fruto do esforço do homem, de sua razão, mas é um dom de Deus. A Fé não se limita a proporcionar alguma informação sobre a identidade de Jesus Cristo, mas supõe uma adesão pessoal levando em conta a inteligência, a vontade e sentimentos da pessoa. Fé e seguimento de Cristo estão intimamente relacionados.
Todos nós que nos consideramos cristãos precisamos buscar todos os dias pela vida de oração e participação nos Sacramentos, um amadurecimento em nossa vida de fé, de forma a intensificar e fortalecer a nossa amizade e intimidade com Jesus Cristo. Esta pergunta também é feita a nós hoje: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15). Aqui se trata de uma decisão pessoal por Cristo que nos leva a viver um testemunho de uma fé inabalável, não só em âmbito pessoal, mas também num contexto Eclesial: “Também eu vos digo: Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja” (Mt 16,18). A Igreja não é uma Instituição humana, como outra qualquer, mas está intimamente unida a Deus. Não se pode separar Cristo da Igreja, tal como não se pode separar a cabeça do corpo (cf. 1 Cor 12,12).
É certo que, também, tão pouco se pode seguir Jesus Cristo de forma isolada. Quem cede a esta tentação de seguir a Cristo “por conta própria”, segundo uma mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de acabar seguindo uma imagem falsa d´Ele. A Fé se vive em Comunidade, e por isso mesmo a Igreja que nos gerou na Fé pelo Batismo, é nossa Mãe e está de portas abertas para nos acolher, de modo especial, nas Eucaristias Dominicais, no Sacramento do perdão e no aconchego dos seus braços… Não nos deixemos seduzir pelas falsas promessas dum estilo de vida sem Deus e sem a Igreja.
Fonte: Homiliário Ano A, Papa Bento XVI(In Memoriam), Homilia na JMJ em Madrid em 2011.








