Imersão

NÃO morra afogado em líquidas, efêmeras experiências…
Fácil imergir naquilo que nos dissolve sentimentos, pensamentos, e nos faz esquecer, sobretudo, a verdade do que somos.
O tempo é líquido, escorre: evapora como lança-perfume, entorpece a percepção de que tudo passa e não volta, a não ser na líquida memória, esta que encobre, e cria, nem sempre se repete.
Ledo engano pensar que a memória revive o vivido. É outro momento que a traidora memória oferece: simulacro do real – é de outra ordem a experiência de recordar…e complexamente, remete ao desejo (futuro).
A experiência presente: eis o desafio.
Para morrermos afogados, um mundaréu: anestésicos poderosos – psiquiátricos, drogas várias, tic-tocs no whatsapp, instagram, facebook; “reels” que não são “reals”, de realidade.
A realidade, o que é? A ficcionalização campeia, no recordar, no desejar.
A questão é – criamos uma vida melhor do que a que levamos?
Se não – emerja! Respire! Mude.









