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Elize Matsunaga trabalha como motorista de aplicativo em Franca

Elize Matsunaga foi condenada por matar e esquartejar seu marido, Marcos Matsunaga, executivo da Yoki, em 2012, em um crime que chocou o Brasil.  Agora, Elize vive em Franca e o que pouca gente sabe é que ela está trabalhando como motorista de aplicativos na cidade.

Na manhã de ontem, JAS chamou um carro para ir trabalhar; ele é vendedor no Franca Shopping. Quando recebeu a informação do carro que estava chegando, não fez associação imediata. Mas assim que entrou no carro se surpreendeu ao perceber que a Elize Araújo Giacomini que aparecia no aplicativo, era a famosa Elize Matsunaga. Ela está usando o nome de solteira.  “Ela foi educada e parecia tranquila, mas eu me senti um pouco estranho. É uma situação inusitada”, disse o jovem.

Print da chamada do serviço de aplicativo em que Elise Matsunaga trabalhava (Reprodução)

Elize Matsunaga foi condenada a quase 20 anos de prisão, mas em 2019 teve a pena reduzida para 16 anos e está em liberdade condicional desde maio de 2022.

Série da Netflix conta a história

Para quem não lembra do crime, uma série da Netflix, “Elize Matsunaga: era uma vez um crime” conta a história. A primeira parte da trajetória de Elize lembra muito o filme clássico “Uma Linda Mulher”. Uma garota de programa vinda do interior e que, durante o trabalho, conhece um milionário, Marcos Matsunaga, executivo da Yoki, indústria de alimentos de quase R$ 2 bilhões à época. Os dois se apaixonaram, se casaram e tiveram uma filha.

Essa espécie de conto de fadas torna-se um filme de terror quando, após investigar o marido, Elize confirma as suspeitas de nova traição. Na versão dela, há uma forte discussão por conta disso, ela leva um tapa e, no desespero, acabando matando o marido e, depois, esquartejando o corpo.

Só por essa semelhança com a ficção, o caso Elize merecia, de fato, uma série documental. Um dos pontos positivos da série produzida pela Boutique (da série ficcional “3%”) é a sobriedade como o assunto é tratado. Não há sensacionalismo diante de um assunto tão sério.

Trata-se de um conjunto de entrevistas, entre advogados, peritos, policiais e repórteres, e boas imagens –muitas de arquivo de TV e do julgamento– que ajudam a ilustrar o depoimento exclusivo de Elize.

A série não deixa de ser um bom material para ser visto por pessoas que, por algum motivo, não acompanharam o caso à época e serve, principalmente, como um registro histórico do “Caso Elize”. Um dos motivos que parecem ter levado a assassina a conceder a entrevista foi poder contar à própria filha “toda a verdade” do que aconteceu, conforme lembra um dos produtores.

“Hoje é o dia em que você vai contar a história para sua filha”, diz o produtor, sobre a garota que Elize não vê desde o dia da prisão.

A entrevistada reforça essa ideia logo no início. “Quero ter a oportunidade de falar para ela o que houve de verdade. ‘Olha minha filha, eu tentei fazer diferente, eu tentei não errar, mas eu não consegui”, disse, em lágrimas.

3 Comentários

  1. Considero esse tipo de “notícia” um desrespeito a pessoa.
    Ela cometeu um crime, foi condenada e pagou (está pagando) por ele.
    Tem o direito de viver e trabalhar sem ser apontada onde quer que seja, principalmente em um site notícia.
    Afinal, será marcada para sempre. Não precisamos ficar reforçando issso.

  2. Na verdade, colhemos o que plantamos.
    Ela plantou Ela está colhendo!
    Obrigado ao site de notícias. Precisamos mesmo sermos informados
    Eu não quero fazer uma viagem com essa motorista
    Deus me livre 🙏

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