Daniel prepara DVD e diz que João Paulo continua em sua vida e música

O projeto “Daniel canta João Paulo e Daniel” faz parte das comemorações pelos 40 anos de carreira do músico -que incluem ainda um cruzeiro de 15 a 18 de dezembro. A gravação do DVD acontecerá em 21 de dezembro, no Vibra São Paulo, e vai reunir 21 artistas que foram referência para a dupla. Chitãozinho e Xororó, Bruno e Marrone, Maiara e Maraisa e Michel Teló são alguns dos nomes confirmados.
Daniel, que pretende lançar o projeto também em vinil, diz que João Paulo está ausente fisicamente, mas que sua energia ainda permanece. “Não tem como não recordar do João Paulo e não trazer ele nos nossos pensamentos, na mente. É sempre constante”, afirma ele, que mantém contato com a viúva, a filha e um dos irmãos de João Paulo. Eles inclusive moram perto do sertanejo e estarão na gravação do DVD.
Daniel mantém até hoje os últimos microfone e chapéu usados por João Paulo, e uma chácara que comprou dele porque usava o campo de futebol do local mais que o amigo -apesar de admitir que hoje joga menos devido à falta de preparo físico. “O futebol é muito extremo e eu estava ficando mais machucado. Então, eu decidi dar uma pausa”, revela o sertanejo.
Questionado se a dupla ainda estaria junto se João Paulo estivesse vivo, Daniel afirma que teria grande possibilidade devido à união e consciência de saber que começaram juntos. O cantor diz que mesmo com personalidades tão diferentes, João Paulo era mais explosivo e ele mais calmo, no final as coisas davam certo. “A gente tinha harmonia apesar das diferenças, o que é normal com pessoas que têm algum tipo de relacionamento.”
Daniel afirma que era tão amigo do João Paulo que as únicas coisas que vieram a sua cabeça quando ele morreu foi que tudo tinha acabado e uma vontade grande de parar a carreira o mais rápido possível. Ele também fez questão de esclarecer que, ao contrário do que foi noticiado, João Paulo não trabalhou para o seu pai, José Sebastião Camillo, mas que o registrou como funcionário para que ele ganhasse um salário fixo e pudesse se dedicar exclusivamente à música -como fazem muitos investidores hoje na música.
Segundo o cantor, se ele não tivesse recebido força das famílias -tanto da sua como da de João Paulo- e dos fãs, não teria continuado na música após a morte do amigo. “Eu tinha consciência que deveria cumprir o compromisso que a gente tinha [de shows], era como se ele ainda estivesse presente aqui e eu fiz”, disse. “Mas foi difícil encontrar forças, viu?! A gente tem que se superar.”
Aos 54 anos, o cantor diz ainda ter muita energia e não tem planos de encerrar a carreira, mas não se vê nos palcos fazendo shows a vida inteira. A ideia é continuar cantando enquanto estiver bem, em condições de passar positividade e mensagens de paz, felicidade e esperança. “Se eu sentir que não estou bem, acho que será a hora de ter outra coisa”, afirma deixando claro que isso está longe de acontecer.
Pai de três meninas -a caçula nasceu em janeiro-, o cantor diz que a paternidade mudou totalmente a sua vida e o levou a diminuir o ritmo de shows para estar presente na orientação e educação das filhas. “Tentamos adiantar aquilo que elas vão encontrar pela frente, ou seja, os obstáculos e barreiras, mas nada como a vida. A gente torce para que elas sejam felizes, esse é o nosso grande desejo.”
Com duas filhas de 10 e 12 anos, o cantor afirma que foi um presente ser pai novamente depois dos 50. Segundo ele, algumas coisas estão diferentes, mas ainda é uma pessoa saudável e está conseguindo viver intensamente a paternidade. “Estou renascendo de novo, é uma experiência única ter a oportunidade de ser pai um pouco mais maduro. Você vive de forma ainda mais intensa.”









