Inspirados

Velhas velinhas

Minha Franca é novinha.

Completa 201 anos.

Eu me sinto criancinha

Em sonhos e em planos.

Foi numa estrada boiadeira

Que me acolheu em parto caseiro.

Picapaus, a denominação primeira,

É a Champagnat, um point festeiro.

Francanos de umbigo aqui enterrados e ou por ela adotados: nesses dois séculos e um ano de emancipação política e administrativa, e em sendo um preguiçoso feriado, vale arriscar uma dança, nesse valseado:

Terra dos meus sonhos

Igual outra não vi

Jamais te esquecerei

Cidade onde eu nasci

Esta dor que compunge em minh’alma

É a saudade que sinto de ti

Chorei de saudade

Adorando em segredo

Choro de violinos

E muitas valsas mais

São boêmias serenatas

Dos saudosos tempos

Que não voltam mais

Agora no fim da existência

Bem longe da mocidade

Canto em seu louvor, oh Franca

Esta valsa de amor e saudade

De minha infância feliz

Que passou tão ingênua a sonhar

Por isso longe de ti

Ao recordar-te o consolo é chorar

Eis as três colinas

Na retina sem fim

E a água da careta

Corre dentro de mim

Tem o capim mimoso na visão

E a sua cor é o tom do violão

Bairro da Boa Vista

O Alto da Estação

E a Cidade Nova

Cantam esperança

E vem ainda o luar

Que fica a inspirar

Esta infinda lembrança

O coçar das cordas do violão e a afinada interpretação são do musicista e professor Valdir Rosa, um amigo de tempos de rádio, de nosso maior envolvimento com a cultura da minha terra natal, entre os anos setenta e meados dos oitenta do século anterior. A composição dessa envolvente Terra dos Meus Sonhos é de Agnelo Morato e Diogo Garcia. Só podia ser! Ah, minha Franca, como a amamos!

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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