Vaidades

Vai idade, vai.
Faça vítimas lá e aqui!
Aborreça mãe e pai,
E também o bebê, guri.
Para quê essa impetuosidade,
Se não há força contra ti?
Maneire a sua pegada, piedade!
Esteve aqui e também ali.
Nem dá tempo de brincar,
Já está mandando para a escola.
A puberdade, ousada, ao chegar,
Arruma dúvidas, bagunça a cachola.
O riso que vem do tolo,
Ou o elogio do bem-sucedido
Qual babaca, no rolo,
Diferença não faz, senão pelo alarido.
Quantas coisas aumentam a miserável:
Beleza do corpo, cargos de destaque, igualmente.
As riquezas do espírito, de valor incalculável,
Estão fora do post, do clique e da lente.
Enganando-se a si mesmo,
Recompensa sua será a vaidade.
Lançando suas esperanças a esmo
Culto renderá à mortalidade.








