Inspirados

Toca o Barco

O tempo nos mostra nossa fragilidade ao olharmos no espelho e perceber que os cabelos começam a mudar de tom, a face aparece marcas que não haviam antes, quando o coração ainda parece não ter mudado tanto.

O objetivo ainda é esse: Manter aquele discernimento de que posso sonhar ser o que quiser. Só eu sei o preço que pago por ser como sou. Tento me acostumar com as dores das porradas que a vida me dá.
Mesmo que não tenha aquela força de antes – tendo diminuído um pouco – ainda estou de pé na versão mais atualizada. Encontro causas por onde passo, parece-me que as vezes tenho que estar nos locais que chego – como alguma força codificada.

Somos contemporâneos ao nosso tempo. Eu tentei ser ferramenta para servir de exemplo por onde passei. Mas, esqueci que o martírio não gera o efeito esperado.

No fim, lutar sozinho é apenas martírio. Não é se render, é aceitar o “fracasso” entendendo o seu tamanho, desapegando assim da necessidade do êxito. O que vale mesmo é a ação posterior a tudo isso, junto a capacidade de esperançar. Gostei de ouvir que mesmo com tantas porradas ainda mantenho a ternura, isso foi um grande alimento para alma. Parafraseio Boechat, dizendo que diante de qualquer situação, toca o barco.

Dione Castro

É administrador de empresa, estudante de gestão empresarial pela Fatec, graduado em direito e um eterno curioso.

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