Inspirados
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Por maior que seja o amor, no peito ele cabe.
Sobra espaço para o fulgor de marginais vizinhos.
Desapego, liberdade e desvelo, você sabe,
Levam a gente a delirar juntinhos.
Ninguém vive a sós; veja as ervas daninhas!
Invadem, espontaneamente, local indesejado.
Se não as arranca a tempo, coitadinhas
Das plantas que as tiverem ao seu lado!
Os destinados a anão, porque o querem ser
Menores ficam na comparação com os arrojados.
A semente de mostarda, entretanto, ao crescer,
Forma a maior das hortaliças, nos faz maravilhados.
A menor das aves do céu, o beija-flor,
É capaz de se equilibrar na folha de capim.
Para medir, amor, o meu amor,
A Torre Eiffel, de escada, não dará trampolim!








