Saudade

Durante muito tempo evitei as ruas por que andamos na minha infância. Sua morte me causava revolta, mais até do que saudade. E quando inadvertidamente eu entrava nalguma rua por nós palmilhada, uma pedra acabava sendo alvo de minha irresignação. A pedra chutada contra um muro ou contra outra pedra, no protesto que causava espanto em quem passava e que nem sequer me aliviava a dor. Um dia inadvertidamente eu entrei numa daquelas ruas. Uma pedra diante de mim parecia querer se converter em alvo fácil para o meu chute. Ao contrário do que sempre fizera, peguei a pedra, soprei-lhe o pó. Guardei a pedra no bolso e segui o caminho. O gesto discreto não causou espanto em quem passava, e me aliviou. Em mim já não havia revolta, só essa saudade dura e concreta. A pedra que levo comigo.








Quanto sentimento dentro de você, para escrever poemas e textos tão profundos.
Obrigado! 🙂
Rafael, você estudou no Paranaense Marista? Desculpa perguntar por aqui… lhe mandei uma mensagem a um tempo atrás, acho que caiu no seu spam…
Sim, estudamos juntos na 8ª B (1989) e depois no 1⁰ e 2⁰ B (1990/1991).
Como você veio chegar aqui??? Que mundo pequeno!!! 😂😂😂
Anote meu e-mail: [email protected]
😘
Obrigada. Já anotei… e estou a lhe escrever algo. 😊 tenha um ótimo domingo.
Saudade eu sinto do meu primo tão querido ! Nunca vou esquecer que chorou comigo por telefone quando soube que eu havia perdido meu filho . Eu amo muito vc Rafael , pena que perdemos contato . Deus te abençoe e proteja sempre !
Esther