Psicodélica

Corria livre pelos campos
A alma leve…
Pés descalços…
Abertos os braços
Rompera com as amarras do passado
O corpo há tanto tempo
enclausurado!
Sentia o vento,
sorrisos… nenhum lamento
A tristeza, para sua surpresa
ficara distante
Da vida agora
era fervorosa amante
Despira-se da dor
Ia nua…
Corpo e alma
Mente e coração
O peito arfando
Pelo mundo
uma melodia ecoando
Estava entregue
Sorvia em goles fartos
a vida, o agora,
cada momento
Gotas lhe escapando dos lábios
Deslizando pela pele quente
Submissa ao belo
Ao novo
Ao louco
Tudo agora
era pouco
Queria mais…
Doses ainda maiores
desse veneno psicodélico
Viciante
Alucinante…
As asas num trabalho incessante
Liberdade
Voo
Vida!







