Inspirados

Poeme-se

Poemo-me com minha caneta.
Um caipira falando ‘uai’,
Um japonês escrevendo haikai,
Um polonês com muitas consoantes,
Todos em várias línguas e formas
Mostrando o eu adulto e o eu infante.

Eu me poemo de letras e rimas
De palavras cultas e gírias.
Do popular ao erudito
Poemar-se é escrever
Aquilo que não se pode descrever,
Concretizando o abstrato e ouvindo o inaudito.

Poemar-me-ei sempre!
Pois, poemar-se é viver além da vida.
Poemar-me-ei com os anjos
Em odes cantadas aos poetas mortos.
Para entrar nesse paraíso do poemar-se,
Simplesmente, poeme-se!

Michel Pinto Costa

É Oficial de Promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, em Franca, e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Franca.

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