Inspirados
Onde eu moro

Não tem nome, nem direção
Não tem vizinho, nem fundação
Não tem sol, lua, tem nada não.
Não tem som,
Não tem cor,
Não tem cheiro,
Ninguém me toca não.
Onde eu moro, não sei chegar.
Sei voltar… a voar…
meio que lá caio, despenco, afundo, submerjo,
flutuo, relampejo.
Morro e renasço, vezes sem fim.
Onde moro é mistério
É minério que escavo
E nunca vejo.







Que lindo poema. A Maria Luíza é maravilhosa.
Obrigada, querida Heloísa! Pela leitura e pelas palavras! Bjs, muito bom ter vc no GE sb Bollas.