O espaço que fala

O silêncio e o quarto. Um diálogo se refazia na mente. Procurava espaço. Procurava corpo.
Drinques espalhados pelos cantos zombavam da intenção romântica do momento.
Vozes persistiam na troca de juras e maldizeres. Camuflavam-se nas instâncias sombrias do egoísmo, orgulho, inocência perdida…
Fadas queriam brincar. Querubins, abençoar. Era tanto sentimento! Emaranhado de emoções que se arqueavam e arrefeciam. Era compasso desarmônico.
Vieram sons de outros planetas… A continuidade em outras estradas era necessária! A vida precisava pulsar!
No reparo do quadro, ative-me ao pensamento cardíaco: centrado num ponto daquele quarto. Vi-me refletida, presa docemente, vagueando em outra estrada…
Meu corpo é ambulante. A alma, capturada. Dessa harmonia, não quero me libertar!







