Não é bem assim

Continua o processo eleitoral,
No intervalo do terceiro turno.
A demora da posse presidencial
Dá lugar a ambiente taciturno.
O derrotado nas urnas gerais
Abandonou seu costumeiro cercadinho.
Visitantes, simpatizantes e que tais
Querem das Forças Armadas o padrinho.
Ontem, a vidente Sulamita jogou cartas.
Estremeceu o coração dos bolsonaristas.
Viu na carta do Banco a virada de lagartas
Em borboletas belas e anticomunistas.
Enquanto não vem a carta da manga,
Que não é fruta ou nome de goleiro,
O pai dos pobres, eleito, tira a tanga,
Pra anunciar que sabe ser arqueiro.
Tem catorze partidos às mãos
Aos quais precisa dar retornos.
Terá de ser a mãe, meus irmãos,
Com a mariposa Centrão nos contornos.
O peso da idade é outro fator,
A trocar os articuladores da governabilidade.
Um picolé-de-chuchu, discreto moderador,
Costura com as unhas a pauta da imediatidade.
É no que dá não ter planos
Para dar respostas às demandas!
Salva-se na mídia, de famintos insanos,
Antes da posse deve propagandas.
A fatura da desinformação de massas
Chegou antes do vencimento oficial.
Orçamento secreto, do poder, biomassas,
É simples emenda de relator, que legal!



