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Mais de dois mil e trezentos quilômetros separavam o francano Astolfo de seu sonho de passar, uma noite que fosse, no Deserto de Atacama, no Chile.
Uma motinha, de pouca potência, se dispôs a ser o seu patrocinador. Pediu ao sonhador que continuasse sonhando, mas com o pé na estrada.
Como assim?
As rodas ralando no asfalto, nas pedras, em trechos de água e na areia daquele lugar infinito, pleno de diversidades como lagoas, salinas, vulcões e gêiseres, estes que são espetaculares fontes luminosas naturais, porque são nascentes termais, das quais saem jatos de água quente e vapor de tempos em tempos.
Plano, em sua maior parte, o Atacama se completa em montanhas e vales.
Duas semanas de aventura, gambiarras e improvisos que deram e vem dado certo e o que falar.
Nesse vídeo, Astolfo faz mais do menos. Clama e não reclama, cansa e não descansa, foi e está de volta, por algo que lhe era questão de realização pessoal, a custo do que não tem preço.
Vou a Camões: coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las. Astolfo indagaria: não foste tu, Luís Vaz de Camões, quem escreveu Os Lusíadas?







