Ilógico
Cercados de metafilósofos, na real,
À batuta da idiotice influenciadora,
Latinos, recuamos para o surreal,
Numa europeia reação libertadora.
Libertadora do corpo pela mente
Intoxicada pela razão coletiva,
Lixa grossa da solidez somente
Do materialismo da canga massiva.
Massiva porque em redemoinho,
De contradições e geral insatisfação,
Prova é de que se move moinho
Com águas passadas da deserção.
Deserção que também é desequilíbrio
Para negar a liberdade de expressão,
Ora na censura da toga de fimbrio
E na crítica patrocinada à opressão.
Opressão ao pensar coberto de penas,
Sustentado na estrutura de espontaneidade,
Inconformado, topa com as hienas
Boas de votos e de corruptibilidade.
Corruptibilidade que entorpece consciências
Que, politicamente doentes, caíram das mudanças.
Civilidade, fichas limpas, simples quintessências
Esquecidas são na transação de alianças.







