Inspirados
Circo do Vírus

Quase todos de pernas cruzadas,
Consomem a inquietação com celular.
Companhias da sala são ignoradas,
Há mensagens chegando e a enviar.
A tenda de lona branca
Transformada foi em ambulatório.
Tosse seca corre franca,
Da recepção ao consultório!
No meio se põe a triagem,
O interrogatório padrão e protocolar.
Fazer cara feia, que bobagem!
Responder ajuda no desenrolar.
Ventilador aliviaria o calor.
A máscara ainda dá mãozinha.
Um inconveniente; faça o favor!
Desejaria bebida geladinha!
A impaciência volta e meia
Ataca pacientes desocupados.
Por aqui a pauta é feia,
Suspeitas de covidados são separados.
A senha na mão dá o ritmo
Que vai do alto a baixo risco.
Idade me foi algoritmo
Do corona e seu confisco.








