Inspirados

Amieiros é

É domingo.

Tudo o que o Senhor fez o agradou. Viu que era bom.

As quadras de tempo que passaram não dizem nada ao que, do Nada, fez e criou o Tudo. O seu agir tem dia e hora marcados.

Como não veria o que é bom se Ele é a bondade, fonte de vida e de refrigério, de uma benignidade que dura para todo o sempre?

A eternidade a trouxe ao mundo, por não padecer dos termos do começo, do meio e do fim. Ele o é.

Meio termo da presença do Senhor, somos você, somos nós, neste onze de dezembro. Quantos deles contou e poderá contar não tem a ver com nenhum de nós.

A imortalidade é dom divino, soprada em nossa existência amorfa, ainda fundida com o líquido escuro do seguro colo e mãos invisíveis do ventre que gera filho e mãe. É obra inexplicável e irreplicável pelas empresas dos fadados a viver como pensantes.

O seu nascimento veio dali porque foi feito luz, à luz daquele seu dia onze do doze. Dona Apparecida, em dores, sabia que seria alegria, de longos dias. Seu Alceu reservadamente sorridente testemunhou. Os seus antecessores da descendência Stephani Pedigone devem ter curtido, mesmo sendo concorrentes naturais dos afagos e cuidados dos pais. É disputa que qualifica conduta a distinguir um do outro que, no fim de tudo, são todos a família cuja morada é de portas, portas abertas, para acolher nas horas incertas.

Alguns se aventuraram mais cedo. Pode ser perda do medo, como a viagem com destino à imortalidade; a pressa boa e sábia na direção da paz de que mana felicidade, por explicações inexplicáveis.

Orfandade não é o caso. Ocaso, com certeza, a compor o eldorado do que virá no porvir.

Nesse intervalo da corrida, da qual desistir é inadmissível, pelas regras dadas da esperança, cruzei com a dona da data. E que cruzamento, hein!

Útero virado, que nada! Podia ser erro do ginecologista.

Dois filhos e um neto. Cruzando mais, benza a Deus!

Conversa vai, saudades vêm ( e é perfeitamente assente com a boa gramática o plural desse substantivo em que a abstração fica exclusivamente na classe das palavras!), transpusemos trinta e seis anos de vida a dois, a três, quatro, cinco e por aí vai quem se guia e anda por fé.

Parabéns a você, amor!

Nesta data querida, bem vivida.

Muitas felizes idades,

Imortais não envelhecem, vivem. Tô nessa, na sua sombra de romântico frescor em todos os momentos de calor de preocupações e tensões que não ganham uma sobre você, destinatária de milagres e de babação que, eu sei, tanto ama. Alguém leu Lorenzo?

Fui mal. É vovó.

Dr. Theo Maia

Advogado Previdenciarista (OAB-SP 16.220); sócio-administrador da Théo Maia Advogados Associados; jornalista; influenciador social; diretor do Portal Notícias de Franca; bacharel em Teologia da Bíblia; servo do Senhor.

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