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Sistema de Haia, proteção de desenhos industriais

O Brasil depositou, no último dia 13 de fevereiro, na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o instrumento de acessão ao Ato de Genebra do Acordo de Haia para a proteção internacional dos Desenhos Industriais. Com o depósito do instrumento, o Brasil é o 79º membro da União de Haia.

O Desenho Industrial protege os aspectos ornamentais de um objeto que pode ser reproduzido de forma industrial – tanto a sua forma tridimensional quanto os aspectos bidimensionais, como estampas e padrões aplicados.

Assim como os demais sistemas internacionais de proteção de direitos de propriedade intelectual administrados pela OMPI, i.e. Tratado de Cooperação em Patentes e Sistema de Madri para Marcas, o Acordo de Haia beneficia os titulares de Desenhos Industriais que buscam a proteção da sua criação em mercados internacionais. 

Titulares de Desenhos Industriais brasileiros poderão buscar a proteção internacional dos seus desenhos em 96 outros países depositando apenas um único pedido, ao invés de depositar pedidos individuais em cada um dos países onde se busca a proteção. Da mesma foram, residentes de outros 96 países poderão buscar a proteção de seus Desenhos Industriais no Brasil através do Sistema da Haia.

O Acordo de Haia entrará em funcionamento no Brasil e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) passará a receber pedidos de Desenhos Industriais via Sistema de Haia a partir de 1º de agosto de 2023.

Reajuste de bolsas de estudo e pesquisa

Valores das bolsas de graduação, pós, iniciação científica e bolsas permanência serão ajustados entre 25% e 200% já a partir de março

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reposicionou a Educação e a Ciência em seu lugar de relevância ao anunciar, nesta quinta-feira (16/2), um plano de reajustes e recomposição das bolsas de estudo, pesquisa e formação de professores. 

Os percentuais de correção variam de 25% a 200% e os novos valores passam a vigorar no mês de março. Além disso, o Governo Federal tornou oficial a recomposição do número de bolsas oferecidas. 

As pessoas têm que saber que investimento em Educação é o melhor e o mais barato investimento que um Estado pode fazer”, discursou o Presidente. 
 

Em 2015, havia 58,6 mil bolsas de mestrado, por exemplo. Em 2022, esse número foi reduzido para 48,7 mil – uma queda de quase 17%. Agora, serão ofertadas 53,6 mil.  

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, esse investimento “que contempla, ao todo, mais de 250 mil estudantes do ensino médio à pós-graduação, busca repor as perdas dos últimos anos e é prova inequívoca do compromisso desse governo com a formação de novos pesquisadores e pesquisadoras, com a ciência brasileira”, destacou. 

O plano de reajuste contempla as bolsas de graduação, pós-graduação, iniciação científica e a Bolsa Permanência em todo o país.  

Reajustes nas bolsas 

As bolsas de mestrado e doutorado (que não tinham reajuste desde 2013) terão variação de 40%. No caso do mestrado, o valor sairá de R$ 1.500 para R$ 2.100. No doutorado, o valor passa de R$ 2.200 para R$ 3.100. Para as bolsas de pós-doutorado, o acréscimo será de 25%, saltando de R$ 4.100 para R$ 5.200. 

Bolsas para formação de professores da educação básica, por sua vez, serão reajustadas entre 40% e 75%. Em 2023, serão 125,7 mil bolsas para aperfeiçoamento de professores, força central para a elevação da qualidade do ensino. Hoje, os repasses variam de R$ 400 a R$ 1.500. 

Os alunos de iniciação científica no ensino médio também vão se beneficiar. Serão 53 mil bolsas para que jovens estudantes se dediquem à pesquisa e produção de ciência que vão passar de R$ 100 para R$ 300. 

Destinada a estudantes com baixa renda (em especial, indígenas e quilombolas) e beneficiários do ProUni, a Bolsa Permanência terá o primeiro reajuste desde que foi criada, em 2013. Os percentuais de acréscimo vão variar de 55% a 75%. Os valores atuais são de R$ 400 a R$ 900. 

O ministro da Educação, Camilo Santana, apontou outro dado relevante: “Só na Capes e na SESU – na Secretaria de Ensino Superior – que são bolsas para quilombolas, para indígenas, nós estamos ampliando de cerca de 218 mil para 275 mil bolsas. São 26% de ampliação”, afirmou Camilo. 

Lula visita áreas atingidas por temporais no litoral 

Pelo menos, 36 mortos em São Sebastião

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita hoje (20) as áreas afetadas pelas fortes chuvas e desabamentos no litoral paulista, especialmente em São Sebastião, onde morreram pelo menos 36 pessoas. Uma criança morreu em Ubatuba.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1511726&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1511726&o=node 

A previsão é de que o presidente deixe Salvador agora de manhã e chegue a São José dos Campos por volta das 10h. De lá sobrevoa a região e desce em São Sebastião, o município mais atingido pelas chuvas, que superaram 600 milímetros em menos de oito horas. 

Em mensagem divulgada ontem à noite no Twitter, Lula disse que serão reunidos todos os níveis de governo e, com a solidariedade da sociedade, atender feridos, buscar desaparecidos, restabelecer as rodovias, ligações de energia e telecomunicações na região. Ele lamentou as mortes e manifestou solidariedade às famílias. 

O presidente disse ainda que conversou com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, com o governador de São Paulo Tarcísio Gomes de Freitas e com o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto sobre a situação. 

Segundo a Defesa Civil de São Paulo, três das quatro cidades do litoral norte de São Paulo tiveram, nas últimas 24 horas, o volume de chuva esperado para todo o mês de fevereiro. Em São Sebastião, o volume nas últimas 24 horas foi o dobro da média esperada para o mês. 

As chuvas persistentes causaram bloqueio de estradas, queda de barreiras, inundações, deslizamentos, desabamentos e afetaram o abastecimento de água e energia na região. 

De abadá ou pipoca, começa a correr o tempo para que todos entremos na Avenida da Solidariedade, que fica na esquina com a Rua Empatia, para, em blocos ou solitários, ajudarmos os nossos irmãos do litoral paulista que perderam familiares e suas casas, com a bateria recuada para a Defesa Civil entrar em ação. 

Deus é conosco, Brasil!

Carlus do Brasil

É fazendeiro e preocupado com o futuro do País

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