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Natural de Sertãozinho, Dom Ilson Montanari assume papel central na transição da igreja após morte do Papa Francisco

A morte do Papa Francisco, ocorrida na manhã desta segunda-feira (21) em Roma, após um Acidente Vascular Cerebral (AVC) seguido de insuficiência cardíaca, marca o início de um dos momentos mais delicados na administração da Igreja Católica: o período de sede vacante. Entre os responsáveis por conduzir essa transição está o arcebispo Dom Ilson de Jesus Montanari, natural de Sertãozinho (SP), que ocupa o cargo de vice-camerlengo da Santa Igreja Romana.

Nomeado pelo Papa Francisco em 2020, Dom Ilson auxilia o cardeal Kevin Farrell, camerlengo principal desde 2019. De acordo com o Vaticano, o vice-camerlengo tem como função apoiar o camerlengo na certificação formal da morte do papa e na administração dos bens temporais da Santa Sé até a eleição do novo pontífice. Esse período, conhecido como sede vacante, culmina no conclave, onde os cardeais escolhem o sucessor de Pedro.

Dom Ilson tem uma trajetória sólida dentro da Igreja Católica. Nascido em 18 de julho de 1959, ele iniciou sua formação acadêmica em Direito, Economia e Filosofia em Ribeirão Preto e depois cursou Teologia na Universidade Gregoriana em Roma. Foi oficial da Congregação para os Bispos, onde atuou na análise de relatórios para a nomeação de novos bispos e na organização de dioceses.

Sua ordenação episcopal ocorreu em 7 de novembro, sob a presidência do arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva, com a participação de diversos cardeais e bispos. Com o lema “Enraizado e Fundamentado em Cristo”, Dom Ilson destacou em sua homilia a importância de sua missão e pediu orações para conduzir seu trabalho com responsabilidade e acolhimento.

Agora, com a responsabilidade de auxiliar na condução da transição papal, Dom Ilson Montanari reforça a relevância de sua atuação dentro da Cúria Romana e, como filho de Sertãozinho, leva o nome de sua cidade ao centro de uma das etapas mais significativas da Igreja Católica.

Joelma Ospedal

Joelma Ospedal é jornalista, escritora e apaixonada por comunicação

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