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Franca recebe painel emocionante com histórias de superação e inclusão

No último dia 15 de maio, o Grupo Mulheres do Brasil Franca promoveu um painel que emocionou e inspirou o público presente com relatos tocantes sobre inclusão, empatia e superação, com o tema “o tema do evento foi “Quem escreve a minha própria história sou eu”

A proposta do encontro foi abrir espaço para o diálogo sensível sobre as deficiências — sejam elas visíveis ou invisíveis — e como essas condições não limitam, mas revelam e humanizam. Um painel de debates mediado por Bel Baleiro reuniu mulheres incríveis: Mônica, Iramaia e Lina

Mônica Bittar Moura Mattos Rodrigues, fundadora da Phantasia Boutique, que há 35 anos atua no empreendedorismo feminino ao lado da mãe e das irmãs, compartilhou sua experiência como mulher de negócios, mãe, avó e pessoa com deficiência auditiva, destacando a importância da escuta afetiva e da resiliência. “O som mais importante da vida é aquele que vem da alma”, afirmou, emocionando a plateia.

Iramaia Kotschedoff, fundadora da IRAMAIA GmbH e responsável por levar o Grupo Mulheres do Brasil para a Europa, onde lidera o núcleo de Düsseldorf, trouxe uma perspectiva materna intensa ao relatar a experiência transformadora com a deficiência visual da filha Lina, mostrando o quanto aprendeu nesta jornada.

Lina Maria Pietras — ativista premiada internacionalmente por seu trabalho em inclusão, vencedora do Prêmio Alemão de Diversidade e autora do livro Profundolhar — compartilhou sua jornada de aceitação e reinvenção após a perda da visão. Criadora do movimento Eu me Vejo, Lina destacou que a deficiência não é ausência, mas outra forma de presença: “Um mundo realmente inclusivo é aquele que não apenas tolera a diferença — mas aprende com ela. Me vi como mulher plena no dia em que entendi que minha história não precisava mais ser escrita pelos outros.”

O painel não apenas ampliou o olhar sobre a inclusão, como também reforçou a importância de se criar espaços de fala e escuta genuínas. Ao final do evento, ficou clara a mensagem: ser diferente não nos separa — nos conecta. E só com empatia é possível transformar o olhar da sociedade.

O Grupo Mulheres do Brasil Franca segue comprometido em promover encontros transformadores como esse, que despertam a consciência, fomentam o respeito e valorizam a diversidade.

Re Comparini

É jornalista, radialista, psicóloga e colunista reconhecida pela Abraco (Associação Brasileira de Comunicadores e Colunista⁩s Sociais)

Um Comentário

  1. Renata teve uma grande sensibilidade ao escrever sobre a noite de ontem. Como mãe da Lina e uma das líderes do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Düsseldorf, quero expressar meus agradecimentos ao Núcleo Franca, Magalu e A cada uma que colaborou por uma noite cheia de aprendizado.

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