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“Como ovelhas sem Pastor”

Jesus vê pessoas cansadas e desanimadas. Diante dessa necessidade, ele chama alguns homens, doze, para fazer o que ele já vinha fazendo.  Como é bom saber que até Jesus, o filho de Deus, sabia que não poderia fazer tudo sozinho. Não conseguiu fazer tudo e por isso pediu ajuda. Qualquer um de nós teria escolhido homens culturalmente preparados, de marcadas virtudes morais e sábios para tão importante missão, mas com Jesus não foi assim.

A lista dos discípulos que Jesus escolhe nos diz mais uma coisa: todos são chamados pelo nome: Pedro, Thiago, João, etc. Diante Dele não somos massa, somos únicos, temos um nome, temos dignidade. Foi através dessas doze pessoas rudes e fracas que chegou até nós a Boa Notícia do Evangelho e por este anúncio tivemos acesso à misericórdia de Deus. E por incrível que pareça, Deus ainda continua usando homens e mulheres frágeis e imperfeitos para anunciar esta Boa Nova do Evangelho, assim como já dizia o nosso saudoso Papa São João Paulo II: “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”.

É bem verdade que nem sempre queremos responsabilidades definitivas, mas Jesus, tem compaixão dessas pessoas cansadas e esgotadas, talvez justamente por estarem desmotivadas. Elas vagam, porque não sabem para onde ir, e por isso se sentem perdidos e inúteis. Jesus transforma esta massa anônima em um povo sinal através de dois gestos: chama as pessoas pelo nome, confia-lhes uma missão.

A Igreja é a comunidade dos discípulos de Jesus, em tudo diferentes entre si, mas unidos na experiência e no desejo do amor do Mestre, chamados a anunciar o Evangelho com simplicidade e verdade. 

E por que, então, Jesus fundou a sua Igreja e a envia em missão? Porque vê profundamente as pessoas que estão à sua frente, sabe da infinita necessidade de sentido e de felicidade que habita em seus corações, sabe do enorme esforço que fazem para encontrar respostas às suas inquietações. 

A missão, então, é continuar a levar Jesus ao meio do povo, repetindo as suas palavras e os seus gestos. Podemos dizer uma boa palavra que dá consolo, podemos curar as pessoas de pensamentos negativos de tristeza e raiva, podemos ajudar os desanimados a encontrar a vida novamente, podemos ajudar as pessoas a juntarem os pedaços de suas vidas, podemos afastar o mal com a oração e o perdão.

Fonte: Portal Cerco il Tuo Volto, Paolo de Martino, Gaetano Piccolo (SIM) e Paolo Curtaz.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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