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Justiça revoga prisão de empresário investigado no caso Cocapil após acordo de R$ 47,2 milhões

Elvis Vilhena Faleiros responderá ao processo em liberdade, sob medidas cautelares. Investigação sobre o desaparecimento de sacas de café e prejuízo a produtores rurais continua em Minas Gerais

A Justiça de Minas Gerais revogou a prisão preventiva do empresário francano Elvis Vilhena Faleiros, investigado no caso envolvendo o desaparecimento de milhares de sacas de café armazenadas na Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil).

A decisão foi tomada após a homologação de um acordo que prevê o depósito judicial de R$ 47,2 milhões, valor destinado a garantir eventual ressarcimento dos produtores rurais prejudicados pelo caso, sem interferir no andamento da ação penal.

Com a decisão, o empresário passa a responder ao processo em liberdade, mas deverá cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça.

Medidas cautelares

Entre as determinações judiciais, Elvis deverá:

  • usar tornozeleira eletrônica;
  • entregar o passaporte;
  • permanecer no Brasil, salvo autorização judicial;
  • não manter contato com vítimas, testemunhas e demais investigados.

O descumprimento das medidas poderá levar à decretação de uma nova prisão preventiva, conforme prevê a legislação processual penal.

Relembre o caso

Elvis Vilhena Faleiros foi preso em fevereiro deste ano durante a Operação Grão Fantasma, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais.

A investigação apura o desaparecimento de aproximadamente 21 mil sacas de café armazenadas na Cocapil, cooperativa sediada em Ibiraci (MG). O caso provocou prejuízos milionários a cafeicultores da região e mobilizou produtores de Minas Gerais e do interior paulista.

Segundo as investigações, centenas de cooperados foram afetados pelo desaparecimento dos estoques de café, enquanto as autoridades também determinaram o bloqueio de bens para tentar assegurar futura reparação financeira às vítimas.

Processo continua

A revogação da prisão preventiva não representa o encerramento das investigações nem um julgamento sobre o mérito das acusações.

O empresário continua sendo investigado pelos crimes de apropriação indébita, gestão temerária de cooperativa e associação criminosa, e responderá ao processo perante a Justiça de Minas Gerais. Caberá ao Ministério Público apresentar a acusação e ao Judiciário decidir, ao final do processo, sobre eventual responsabilidade criminal.

Paralelamente, o acordo homologado busca garantir recursos para eventual indenização dos produtores rurais que alegam ter sido prejudicados pelo desaparecimento dos estoques de café.

Notícias de Franca

É jornalista e editor da Folha de Franca

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