Trio é preso suspeito de tentar extorquir e ameaçar empresária francana
Segundo a Polícia Civil, grupo teria intimidado empresária ao alegar ligação com organização criminosa e um dos investigados também teria se apresentado como policial

Três homens foram presos em flagrante pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca na tarde desta quinta-feira (30), suspeitos de envolvimento em uma suposta tentativa de extorsão contra a proprietária de uma empresa de esquadrias no Parque Universitário.
Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam comparecido ao estabelecimento para exigir a entrega de uma máquina industrial do tipo CNC Router, avaliada em aproximadamente R$ 78,7 mil, utilizando ameaças para intimidar a empresária e seus funcionários.
Os suspeitos foram autuados, em tese, pelos crimes de extorsão majorada, associação criminosa e por alegar falsamente pertencer a organização criminosa para intimidar terceiros, conforme a Lei nº 15.358/2026. Um deles também responderá por falsa identidade, segundo a investigação.
Máquina era objeto de contrato de compra e venda
De acordo com o boletim de ocorrência, a empresária informou ter adquirido a máquina de um dos investigados por cerca de R$ 38 mil, com pagamento parcelado, e afirmou que vinha cumprindo regularmente o contrato.
Ainda conforme a investigação, posteriormente o vendedor teria manifestado interesse em desfazer o negócio e passou a exigir a devolução do equipamento, apesar de a compradora sustentar que continuaria cumprindo as obrigações contratuais.
A Polícia Civil apura as circunstâncias dessa negociação e do conflito entre as partes.
Prisão ocorreu durante a ação
Segundo a DIG, a empresária procurou a delegacia informando que os três homens estavam na empresa acompanhados de um caminhão para retirar a máquina.
Os investigadores seguiram imediatamente para o endereço e localizaram os suspeitos ainda no local.
Conforme o registro policial, durante a abordagem um dos investigados teria afirmado anteriormente aos funcionários que seus acompanhantes pertenciam ao “Comando”, em referência ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com o objetivo de intimidar as pessoas presentes.
A investigação também aponta que outro suspeito teria se apresentado como policial. Durante a abordagem, ele informou aos investigadores que, na realidade, é agente socioeducativo afastado das funções.
Nenhum material ilícito foi encontrado durante as buscas pessoais.
Polícia pede prisão preventiva
Na representação encaminhada ao Poder Judiciário, a autoridade policial requereu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
Segundo a Polícia Civil, o pedido considera a gravidade dos fatos investigados, o risco de intimidação da vítima e de testemunhas e a necessidade de preservar a ordem pública.
Caso a prisão preventiva não seja decretada, a DIG também solicitou a aplicação de medidas cautelares, como a proibição de contato com a empresária, familiares e funcionários, além da proibição de frequentar a empresa.
A máquina permaneceu na posse da empresária e o caso continua sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais de Franca.








