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Professores articulam paralisação para esta quarta; Educação informa que haverá aula normal

Um banner que está circulando em diferentes grupos de WhatsApp convida os profissionais da Educação a participaram de uma paralisação, nesta quarta-feira, “em solidariedade aos professores que estão sofrendo agressões e ameaças”. O protesto tem relação direta com o episódio de violência da qual foi vítima uma professora da Escola Municipal Domênico Pugliesi, na semana passada, quando foi atacada por uma mãe de aluno. Em que pese a movimentação nos grupos, a Secretaria da Educação informou a redação do Notícias de Franca, por meio de nota, que “haverá aula normalmente nesta quarta-feira, 16, nas escolas municipais”.

O banner

Áudio gerou polêmica

Também circula nos grupos de WhatsApp um áudio atribuído ao presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região (Sindserv), Fernando Nascimento, pedindo que os professores parem nesta quarta-feira (leia mais abaixo). O referido áudio gerou polêmica nos próprios grupos.

No áudio, é feito pedido de de adesão dos professores à paralisação, mas orientando que eles façam o comunicado aos alunos apenas de forma oral; que tomem cuidado para não fazerem provas contra si. Uma profissional da educação, que pediu para não ser identificada, disse que achou estranho pedido. “Não me senti confortável com essa situação. A greve é um direito e não deveríamos receber uma orientação desse tipo, parecendo que estamos fazendo algo errado. E o exemplo que damos para os alunos agindo assim, como se estivéssemos na surdina? E a incerteza dos pais, que, sem um comunicado oficial, ficam sem saber se haverá ou não aula?”, disse ela.

Indagado a respeito do protesto, Fernando Nascimento, disse que apesar de a Secretaria da Educação estar “pegando pesado” ele acredita que haverá boa adesão por parte dos professores. Ele não respondeu os questionamentos a respeito do áudio. Por meio de nota, a Prefeitura de Franca disse que “reforça que a legalidade e os princípios de moralidade devem ser sempre norteadores do serviço público e lamenta tal postura do Sindicato”.

Deputado cobra medidas

O deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) enviou ofícios às Secretarias Municipais de Educação e de Segurança de Franca exigindo medidas imediatas para enfrentar a onda de violência nas escolas públicas da região.

Nos documentos, além do caso da Domênico Pugliesi, Guilherme Cortez denuncia a existência de ao menos outros dois casos semelhantes e solicita uma série de medidas que considera essenciais para reverter essa situação preocupante. O deputado também considera importante a realização de entrevistas om professores e funcionários de todas as escolas municipais, para saber se ocorreram outros episódios de violência e solicita reunião com a Secretaria Municipal de Educação para discutir a questão da segurança dos professores e buscar soluções conjuntas.

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