Professor de escola de Franca é afastado após denúncia de assédio sexual dentro da sala de aula

Uma adolescente de 13 anos denunciou ter sofrido assédio sexual dentro da sala de aula por um de seus professores. A jovem estuda na Escola Estadual Israel Niceus Moreira, que fica no bairro Santa Ifigênia, em Franca.
A reportagem da Folha de Franca entrou em contato com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que confirmou a existência da denúncia e informou que o professor foi afastado da sala de aula e está desempenhando funções administrativas, situação que deve ser mantida até o final das apurações. A Secretaria disse ainda que, se comprovado o crime, o professor pode ser exonerado (leia a íntegra da nota de posicionamento da Secretaria abaixo).
O repórter Guilherme Gonçalves, da TV Record, entrevistou a adolescente e a mãe. Na reportagem exibida no programa Balanço Geral, apresentado por Thiago Valentin, a adolescente contou que o professor ficava olhando pra ela e para uma amiga e ficava mordendo a boca e fazendo gestos. A menina ficou constrangida com esse comportamento do professor e passou a não querer mais ir pra escola. A mãe percebeu que havia algo errado no comportamento da filha, já que ela não gostava de faltar e, de repente, não queria ir pra aula.
A garota acabou se abrindo com seu tio, irmão da mãe. Contou pra ele que o professor estava desejando seu corpo. Ainda na reportagem, a menina disse que conversou com uma amiga e que o professor teria assediado outras alunas e passado a mão em uma amiga. Ela relata, ainda, que pegou ele fazendo gestos e que ficou cismada com a situação, chegando até a brigar com o professor. A estudante disse também que tentou denunciar o caso, mas que a direção da escola não teria acreditado. A mãe da aluna conta que assim que soube, o primeiro passo foi ligar na escola e procurar a Delegacia da Mulher.
Um boletim de ocorrência foi registrado e a Secretaria da Educação, na nota de posicionamento, disse que o Conselho Tutelar está acompanhando o caso, mas a mãe reclama da falta de apoio. Disse que pediu acompanhamento psicológico para a filha, que está tendo pesadelos e fica roendo a unha, mas disse que não conseguiu. A garota disse que tem medo de que o professor volte a dar aulas e que aconteça o abuso.
Nota de posicionamento
Confira na íntegra a nota de posicionamento da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo envida à redação da Folha:
“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) repudia toda e qualquer forma de assédio dentro ou fora do ambiente escolar. A Diretoria de Ensino de Franca afastou o professor para funções administrativas e abriu uma apuração preliminar. Se comprovada, o professor poderá ser exonerado.
O Conselho Tutelar e o Conviva estão acompanhando o caso, que também foi registrado em boletim de ocorrência. A escola segue contribuindo com as investigações e à disposição da comunidade escolar.”







