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Secretária de Educação nega liberação para professora que foi selecionada para curso em Portugal e agora aguarda resposta do Prefeito Alexandre

A professora Márcia Aparecida de Albuquerque, que trabalha na rede municipal, no PEB I, foi selecionada para participar de um curso oferecido pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto em Portugal, através do Instituto Politécnico do Porto. Porém, o que seria um motivo de orgulho e comemoração, transformou-se em frustração. A professora pediu, duas vezes, autorização para participar do programa, mas a Secretaria de Educação negou ambos os pedidos.

A professora protocolou dois requerimentos para que possa viajar: o primeiro, solicitando autorização para participar do programa “Alfabetização Baseada na Ciência” sem prejuízo da remuneração, que foi negado. O segundo requerimento propõe a utilização das faltas abonadas e a compensação dos dias em que estaria na Europa substituindo os professores titulares das salas no contraturno, o que também foi negado. O curso, com duração de seis semanas, acontecerá de 7 de novembro a 16 de dezembro deste ano. “Eu cheguei a solicitar uma reunião com a secretária de Educação, porém não fui atendida. Essa é uma conquista muito importante e o curso seria de grande aprendizado. Me dediquei muito aos estudos para chegar até aqui e não entendo a falta de apoio e a alegação apresentada, pois minha ida não prejudicaria em nada alunos ou o setor de educação”, disse a professora.

A secretária de Educação Márcia Gatti afirmou que não há amparo legal para o abono das faltas, nem para a reposição. Desta forma, a professora da rede não tem autorização para participar do curso.

“Achei que teria como maior desafio ficar longe da minha família, mas agora tenho que passar por toda essa burocracia. Todos que me conhecem sabem da minha dedicação, esperava ter o apoio do setor de educação”, disse a professora.

Mesmo diante da dificuldade de participar de um curso tão importante de qualificação, a professora disse que não vai desistir e entrará com uma liminar para tentar reverter a decisão da Prefeitura e também já entrou em contato com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para que, com ou sem remuneração, participe do curso mesmo sem a autorização da rede.

A reportagem entrou em contato com setor de comunicação da Prefeitura de Franca que respondeu com uma sucinta nota oficial:

Nota à Imprensa

A Secretaria de Educação informa que não há amparo legal para a liberação remunerada, conforme solicitado pela professora Márcia Aparecida.

Assessoria de Comunicação

Após muita burocrácia a professora conseguiu a assinatura da secretaria de educação para poder fazer o curso, desde que assuma as suas faltas. Em busca de evitar o prejuizo, Márcia esteve na tribuna da Câmara Municipal. “Pedi o apoio dos vereadores e eles fizeram um oficio para mim, onde entregaram para o Prefeiro Alexandre. Pois, ele pode me autorizar, sem que eu tenha tanto prejuizo”, comentou a professora.

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