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Prefeitura abre licitação milionária para recolher lixo em Franca


A previsão do tempo para os próximos dias em Franca sinaliza confusão, polêmicas e batalhas judiciais. Ocorre que a Prefeitura abriu licitação para a escolha da empresa responsável pela execução dos serviços de limpeza urbana na cidade. A concessão de cinco anos é a mais valiosa e complexa licitada pelo município. A última concorrência, aberta em 2016 e vencida pela Seleta, movimentou cerca de R$ 150 milhões.

De acordo com o edital publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município, as empresas interessadas em explorar o serviço têm até o dia 3 de setembro para apresentar as propostas. A abertura dos envelopes se dará no mesmo dia.

Devido aos valores milionários envolvidos, licitações do tipo costumam gerar disputas judiciais. Nesse ano, a concorrência chamará a atenção, não só das empresas, mas também do Ministério Público, sobretudo, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Detentora do contrato mais valioso licitado pelo município desde 2011, a Seleta enfrentou problemas com a Justiça nos últimos anos. Em novembro de 2017, uma megaoperação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais e São Paulo resultou no cumprimento de 15 mandados de prisão em investigação contra a corrupção e fraudes em serviços de coleta urbana. Entre os presos, estavam diretores e funcionários da Seleta.

Em dezembro do ano passado, promotores do Gaeco e policiais militares fizeram buscas na Prefeitura e na casa do então prefeito Gilson de Souza durante a operação “Hamelin”. De acordo com o Ministério Público, Gilson exigiu cargos na empresa para empregar pessoas próximas e propina à Seleta, para que o contrato com a Prefeitura fosse renovado em 2017.

Em abril deste ano, a Justiça recebeu as denúncias feitas pelo Gaeco contra Gilson de Souza neste caso em que ele é acusado de participar de um esquema de corrupção em contratos para a coleta do lixo. Além de Gilson, também se tornaram réus o genro dele e diretores da Seleta.

Motivos não faltam para que a licitação do lixo monopolize os debates na política, no MP, na Justiça e, talvez, até a polícia.

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