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Polícia Civil prende dono de cachaçaria pirata, mas ele vai responder em liberdade

A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Franca, vinculada ao DEINTER 3, prendeu nesta quarta-feira (29) o proprietário de um galpão no bairro Jardim Aeroporto, onde funcionava uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas. O local foi alvo de uma operação que contou com apoio da Vigilância Municipal e de policiais civis de outras unidades. (leia aqui a notícia sobre a descoberta do galpão pirata)

A ação teve início após denúncia anônima recebida pela Vigilância Sanitária, que acionou a DISE para apuração. No galpão, foram encontradas centenas de embalagens, insumos e equipamentos utilizados na produção irregular de cachaça. Técnicos da Vigilância Sanitária e da Perícia foram chamados e recolheram amostras das bebidas para análise. O objetivo é verificar a origem dos produtos, possíveis falsificações e a presença de substâncias tóxicas como o metanol — composto associado a casos graves de intoxicação. Caso confirmado, o laudo poderá configurar também o crime previsto no artigo 272, parágrafo 1º, do Código Penal.

O responsável pelo imóvel foi detido em outro endereço e conduzido à delegacia. Além de ser proprietário do galpão no Jardim Aeroporto, ele também é dono de uma distribuidora de bebidas localizada no bairro Jardim Elimar.

O investigado, identificado pelas iniciais R.J.D.B., foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/1990 — que trata de infrações contra as relações de consumo. A pena prevista é de dois a cinco anos de detenção. Foi arbitrada fiança no valor de cinco salários mínimos (R$ 7.590,00), que foi paga, permitindo ao suspeito responder em liberdade provisória.

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