“Pacto da Branquitude” é o tema da roda de conversa da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo

A SBPSP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo) vai realizar, no dia 12 de novembro, a segunda roda de conversa com especialistas. Dessa vez o tema será “Sofrimento Psíquico – Pacto da Branquitude”.
O encontro, que será online e transmitido via Zoom, vai contar com a participação de Cida Bento, doutora em psicologia, eleita pela revista ”The Economist” uma das 50 pessoas mais influentes do mundo no campo da diversidade e de Ana Maria Stucchi Vannucchi e Elias Mallet da Rocha Barros, membros efetivo da SPPSP.
A inscrição pode ser feita direto no site. A taxa de inscrição para o público em geral é de R$ 25. Para membros da SPPSP, Febrapsi, Ipa e Fepal, a taxa é R$ 20; membros filiados, estudantes de graduação, alunos dos cursos da DAC pagam R$ 10. Negros, indígenas e refugiados não pagam.
Um pouco sobre a SBPSP
A SBPSP é formada por um grupo de psicanalistas unidos com o propósito de promover o desenvolvimento da Psicanálise, manter seu vigor e formar futuros psicanalistas, propiciando um ambiente fértil e vivo de aprendizado e de interlocução entre seus membros e com outros campos do conhecimento e da cultura.
A SBPSP é uma sociedade filiada à IPA – International Psychoanalytical Association – desde 1951, contando hoje com 201 Membros Efetivos (88 são Analistas Didatas), 314 Membros Associados e 364 Membros Filiados vinculados ao Instituto de Psicanálise, o braço da SBPSP encarregado da formação de novos psicanalistas.
A história da SPBSP remonta aos idos de 1919, quando o ainda estudante de medicina, Durval Marcondes, entrou em contato com as ideias de Freud a partir de um artigo publicado por seu professor e neurologista, Franco da Rocha.
Apaixonado pela Psicanálise e empenhado na sua divulgação e transmissão no Brasil, Durval Marcondes, em 1927, apenas alguns anos depois da criação da IPA por Freud, fundou a Sociedade Brasileira de Psycanalyse, a primeira da América Latina. Essa Sociedade, que reunia pessoas brilhantes e interessadas em Psicanálise, durou alguns anos e nesse período promoveu disputadas conferências sobre a Psicanálise em São Paulo.
Foi Durval Marcondes quem lançou a Revista Brasileira de Psycanalyse em 1928, uma publicação da Sociedade Brasileira de Psycanalyse, que teve uma vida breve, porém muito relevante e vem sendo publicada initerruptamente desde 1967.
Persistente em seus esforços para promover o movimento psicanalítico no Brasil, em 1936 Durval Marcondes trouxe para São Paulo Adelheid Koch, uma analista regulamentada e treinada pela IPA, que no ano seguinte a sua chegada, refugiada das turbulências provocadas pela segunda guerra, iniciou a formação dos primeiros analistas brasileiros, dentre eles Virginia Leone Bicudo e Lygia Alcântara do Amaral.
Fruto do trabalho pioneiro e incansável desses analistas, em 1943 a IPA oficializou o Grupo Psicanalítico de São Paulo, então presidido por Durval Marcondes. Na sequência deste marco importante para a Psicanálise no Brasil, precisamente no dia nove de agosto de 1951, durante o XVII Congresso Internacional realizado em Amsterdã, a IPA reconheceu e ratificou a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo como uma de suas Sociedades componentes.
(Fonte: Site da SBPSP)








