Grupo Mulheres do Brasil reúne autoridades para discutir e propor ações contra a violência no trânsito

A manhã desta quinta-feira, 15, foi de intensa discussão e proposição de ideias para melhorias e a diminuição da violência do trânsito em Franca. Reunidos em um evento na nova sede do Grupo Mulheres do Brasil da cidade e com a casa cheia, autoridades, representantes da sociedade civil, políticos e a imprensa dividiram experiências e expuseram ideias e sugestões que serão reunidas pelo Comitê do Trânsito do Grupo MdoBr para, posteriormente, se tornarem ações efetivas.
O número de 31 pessoas mortas no trânsito francano até agora foi o estopim para que providências sejam tomadas de imediato, segundo Eliane Sanches Quirino, líder do núcleo de Franca do MdoBr. Segundo levantamentos do Grupo, até julho, o número de vítimas mortas pela violência no trânsito era de 15 francanos. “É preciso dar um basta neste crescente número de acidentes e mortes. Não se tratam de estatísticas, se tratam de pessoas, jovens, adultos, pais, mães, idosos, enfim. Precisamos tomar atitude quanto a isso. Precisamos agir diante destes tristes números”, disse Eliane.
Entre as autoridades que falaram e deram sugestões está comandante 2º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros de Franca, a Capitã Sandra, que relacionou o expressivo número de mortes depois de julho com o aumento do número de festas realizadas no período. “Acredito que pode ter relação, pois temos percebido pela área que realiza a vistoria e liberação de grandes eventos na cidade um crescimento nos pedidos de alvarás”, disse a comandante. Para a Capitã Sandra, o álcool pode ser o motivador de grande parte dos acidentes nas cidades e nas estradas. “Não é necessário beber para se divertir. Mas se quiser beber, tem que haver uma consciência de que bebida e direção não combinam”, disse.
Antes dela, o Tenente Regis e o Capitão Júnior, da Polícia Militar, falaram sobre a importância de se trabalhar os exemplos dentro de casa para termos um trânsito melhor. “Se você se comporta mal no trânsito, não respeita a sinalização, não usa cinto de segurança, bebe antes de dirigir, provavelmente seu filho, sua filha vão repetir os mesmos erros. É errado esperar que o Estado, que a escola eduque nossos filhos. O exemplo, a educação no trânsito tem que vir de casa”, disse o tenente Régis.
Houve também alguns exemplos vindos do instrutor do Senai, Paulo Sérgio Cardoso, que lembrou que a manutenção do veículo também tem sua parcela em números de acidentes. “Veículos sem manutenção, em mal estado de conservação também influenciam nos acidentes”, disse.








Grande iniciativa. Sou Francana e morei 41 anos em São Paulo. Voltei a morar em Franca há 7 anos e fiquei estarrecida com o trânsito de Franca.
Percebo que tem muito atropelamento. Os motoristas não respeitam os pedestres. É importante conscientizá-los através da mídia, multas, etc.