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Mãe que perdeu o filho há 2 meses inicia projeto de dança para pessoas com deficiência

Marlete Nascimento é moradora de Franca e professora de dança. Há dois meses, Marlete sofreu o maior baque de sua vida. Seu filho, Caio Nascimento, morreu aos 14 anos de idade. Em meio a tamanha dor, Marlete encontrou luz e forças para dar o pontapé em uma linda iniciativa, que unirá sua profissão com o amor pelo seu filho: O “Projeto Minha Vida”.

O projeto é uma ideia da professora de dança para acolher e recrear com pessoas portadoras de deficiência, como também voltar o olhar de cuidado para as mães que vivem essa realidade. O “Minha Vida” consiste em dar aulas de danças para pessoas com necessidades especiais, seja física ou intelectual. A professora vai utilizar dois espaços para executar seu trabalho. Em um deles, Marlete dará as aulas de dança aos portadores de necessidades especiais. O outro espaço será totalmente voltada para as mães dos alunos. Elas contarão com atendimento psicológico, terapêutico, massagem, manicure, cabeleireiro aulas de artesanato, crochê e costura. Essas mães poderão usufruir de todos esses cuidados durante o período de recreação dos seus filhos nas aulas de dança. O projeto é totalmente gratuito. “Eu enquanto mãe de um garoto especial por 14 anos, sei bem que o cuidado é todo voltado para a criança; todo nosso tempo é voltado pros nossos filhos. Acabamos ficando esquecidas. Sei o quanto sofremos durante esse processo. A rotina é muito pesada e estressante. Ser mãe de um especial é em muitos momentos não ter tempo para si mesma. Não me refiro só a tempo para cuidados com a estética, com a aparência. Muitas vezes não cuidamos da parte mental mesmo. Nos esgotamos psicologicamente. Sem contar o fato de que, devido às circunstâncias, muitas mães acabam não tendo contato com outras pessoas, não têm alguém para conversar. Então esse momento será todo voltado para elas. A recreação também será para elas”, explica Marlete.

A professora contará com voluntários da ONG Flor da Vida, voltada para pessoas com necessidades especiais. A ONG disponibilizará todos os profissionais necessários para o projeto acontecer. “Meu filho participava da Flor da Vida. Essa ONG fabrica o óleo Cannabis para tratamento de portadores de deficiência. O projeto é uma idealização minha, mas no momento em que apresentei o projeto para eles, abraçaram de cara e deram força para a coisa sair do papel” conta Marlete, feliz e agradecida.

O primeiro acolhimento foi realizado ontem sexta-feira, na escola de dança de Marlete, na Avenida Brasil, número 165, Vila Aparecida. As inscrições seguem abertas aos interessados em participar. A ideia é que o “Minha Vida” aconteça por pelo menos um dia na semana, mas pode ser ampliado. “Estamos aguardando as primeiras inscrições. A depender da quantidade de matriculados, podemos montar duas turmas e expandir para dois dias na semana, um para cada turma”, disse ela.

Se interessou pelo projeto de Marlete? Conhece alguém a quem indicar? As inscrições seguem abertas pelo WhatsApp (16) 99388-3479

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