Local

Morre ‘seo’ Aparecido Maldonado, o homem por trás do Supermercado São Paulo; aquele que nunca fecha

A cidade de Franca ficou mais silenciosa com a notícia da morte de Aparecido Maldonado Ponce, fundador do tradicional Supermercado São Paulo e uma das figuras mais queridas do comércio local. Aos 88 anos, ele deixa um legado marcado pelo trabalho incansável, pelo carisma e por uma história profundamente ligada ao desenvolvimento da cidade.

Conhecido por muitos como o homem do “mercado que nunca fecha”, Aparecido construiu, ao longo de mais de sete décadas, uma trajetória que se tornou parte da memória afetiva dos francanos. Seu supermercado, ponto de referência para gerações de clientes, sempre foi sinônimo de portas abertas, acolhimento e dedicação.

Aparecido nasceu em 1938, na Fazenda Palmital, na estrada velha de Batatais. Filho de colonos, cresceu em meio à simplicidade do campo, onde aprendeu desde cedo o valor do trabalho e da perseverança. Ainda jovem, mudou-se para Franca em busca de oportunidades e iniciou sua caminhada no comércio.

Com determinação e visão, fundou o Supermercado São Paulo, que ao longo dos anos se consolidou como um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade. A fama de “ter de tudo” e de praticamente nunca fechar as portas virou marca registrada do local — reflexo direto da dedicação de seu fundador.

Mesmo em idade avançada, Aparecido mantinha presença diária no supermercado. Aos 86 anos, ainda era visto circulando entre corredores, conversando com clientes e acompanhando de perto o funcionamento do negócio. Para muitos moradores, ele não era apenas um comerciante, mas um símbolo vivo da história de Franca.

O legado construído ao longo de décadas segue agora com a família. O supermercado é administrado também pelo filho Daniel Maldonado Ponce, que dá continuidade à tradição iniciada pelo pai.

Mais do que um empreendedor, Aparecido Maldonado Ponce será lembrado pelo sorriso fácil, pela forma simples de tratar as pessoas e pela dedicação à comunidade. Sua história se confunde com a própria história do comércio francano — e sua ausência deixa uma lacuna difícil de preencher na cidade.

Franca se despede de um de seus personagens mais marcantes, mas guarda viva a memória de um homem que transformou trabalho, humildade e constância em um legado que atravessa gerações.

Joelma Ospedal

Joelma Ospedal é jornalista, escritora e apaixonada por comunicação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo