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Franca lidera índice de mortes no trânsito em São Paulo; 19 vidas perdidas em três meses

Em apenas três meses de 2026, 19 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Franca. O número, revelado pelo Infosiga-SP, não é apenas uma estatística: é o retrato de uma cidade que hoje lidera o ranking de mortes no trânsito em todo o estado de São Paulo, com 23,57 mortes a cada 100 mil habitantes; quase quatro vezes mais que a Capital. Os números preocupam e entristecem. Afinal, cada dado representa uma ausência — jovens, idosos, trabalhadores — que tiveram suas histórias interrompidas nas ruas e avenidas da cidade.

Anna Elisa Borges, estudante de Biomedicina de apenas 19 anos, perdeu a vida em um domingo de sol, quando o carro em que estava foi atingido e arremessado contra um muro. Monique Silvestre Ramos, adolescente de 15 anos, voltava de moto com o namorado quando sofreu um acidente fatal próximo ao UniFacef.

Essas histórias não são apenas registros policiais: são futuros interrompidos, sonhos que ficaram pelo caminho. Anna tinha planos de se formar e seguir carreira na área da saúde; Monique vivia os primeiros passos da juventude.

Marli Aparecida Alves Marques, de 71 anos, foi atropelada enquanto atravessava a Major Nicácio, em uma rotina que poderia ser de qualquer morador. Lucas Rodrigues Alves de Figueiredo, de 28 anos, morreu em uma colisão violenta na Rua Capitão Zeca de Paula, deixando um vazio difícil de reparar.

A lista segue dolorosa: Vitor Marciel Estevam Maringolo, jovem entregador de 19 anos, vítima de um acidente no Jardim Francano; Maria Cândida, idosa que não resistiu após a ambulância em que estava se envolver em uma colisão; e o atropelamento que tirou a vida de uma adolescente de 15 anos e de Douglas Domingues de Paula, 28 anos, na zona Sul.

São mães, filhas, pais, filhos… que não voltaram para casa. A variedade de perfis entre as vítimas — motociclistas, pedestres, motoristas, ciclistas — revela uma dura realidade: a violência no trânsito atinge pessoas de todas as idades, rotinas e trajetos. Ninguém está imune.

A Secretaria de Segurança Pública afirma que mantém campanhas educativas e obras de recapeamento viário. Mas os números e as tragédias recentes deixam claro que não basta apenas a ação do poder público. O trânsito é responsabilidade de todos. Cada escolha — acelerar, beber antes de dirigir, atravessar fora da faixa, usar ou não o capacete — pode definir entre a vida e a morte.

Franca lidera esse ranking que, na verdade, não deveria existir. As 19 mortes em apenas três meses de 2026 são um chamado urgente para que motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres assumam o compromisso de transformar o trânsito em um espaço de cuidado e respeito. Ainda temos muitos meses pela frente — tempo suficiente para mudar atitudes, rever comportamentos e evitar que essa lista se torne ainda maior e mais dolorosa.

Histórias interrompidas

A seguir, alguns dos casos que marcaram tristemente este trimestre. São histórias que não podem ser esquecidas e que reforçam a urgência de tornar o trânsito um espaço de responsabilidade coletiva.

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Joelma Ospedal

Joelma Ospedal é jornalista, escritora e apaixonada por comunicação

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