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Bebê de 5 meses acorda, é extubada e não corre mais risco de morte

A pequena Luísa Buaretti Diniz, de 5 meses, acordou e foi extubada nesse domingo, 22, depois de passar dez dias em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital e Maternidade São Joaquim. A bebê não corre mais risco de morte e permanecerá em observação na UTI para o acompanhamento da evolução do quadro dela.

Pelas redes sociais a mãe de Luísa, Rafaela Vieira Buaretti, agradeceu as orações pela filha. “Hoje, queria vir aqui e agradecer a todos que clamaram pela vida da minha filha! Eu vim pedir por ela e hoje a palavra é gratidão a todos que pediram à Deus pela vida dela, gratidão em ver que ainda existem tantas pessoas bondosas que se importam com o próximo, vi milhares de pessoas que nem ao mesmo conheço apresentar a Deus minha filha em oração clamando pela vida dela… Por dias senti angústia, tristeza, sentimentos que nunca havia sentido e que me aterrorizaram, mas Deus nunca me desamparou, ele cuidou de mim e me devolveu minha filha… Nunca me imaginei passar por isso, mas posso garantir que com Deus ao meu lado eu tive forças para enfrentar essa batalha”, escreveu.

O caso

Luísa Buaretti foi internada no dia 11 de agosto, segundo a família, com sintomas de diarreia. A criança foi encaminha para o Hospital Dia da Unimed para aguardar o resultado de exames. Na madrugada do dia 12 a família informou que foram acordados para que a enfermeira realizasse a aplicação de um medicamento na menina. Antes da injeção Luísa estava sorridente e bem mas, imediatamente após a aplicação, a menina começou a chorar e desfalecer.

A bebê foi reanimada pelos médicos e encaminhada para a UTI. De acordo com a mãe da menina, Rafaela Vieira Buaretti, a sedação foi retirada após cinco dias, mas a criança não havia acordado. A família, que registrou um boletim de ocorrência e acusa o hospital de erro médico, afirma ainda que foi informada que a medicação injetada em Luísa deveria ter sido administrada com soro, devagar e que a dosagem aplicada teria sido superior à indicada para uma bebê de apenas cinco meses.

A família também informou que por diversas vezes teria tentado acesso ao prontuário do atendimento da menina, mas que só foram atendidos quando o pedido foi realizado pelos advogados.

Hospital

Em nota, a assessoria de comunicação da Unimed informou que “neste momento ainda não é possível dizer qual o motivo das reações adversas. Por isso, as apurações vão continuar, com o objetivo de elucidar o caso, mas por dever de justiça, o São Joaquim Hospital e Maternidade vem a público esclarecer que não foi identificada falha técnica da médica que atendeu a paciente, ao contrário do que foi divulgado publicamente em redes sociais. O medicamento foi prescrito dentro do que preconiza a ciência médica, não sendo possível, contudo, neste momento, apontar qual o motivo da reação indesejada.”

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