Religião

Trevas e Luz

Desde o Paraiso Terrestre até a Jerusalém Celeste, todas as pessoas são peregrinas neste mundo desejosas de felicidade e salvação. Ao mesmo tempo que pertencemos a este mundo, somos também estrangeiros nele, ou seja, nos deparamos com a transitoriedade.

O “mundo” = Kósmos, como criação de Deus é uma coisa boa, mas a pessoa humana na sua liberdade pode estragar e destruir a obra da criação de Deus. Justamente, por este fato, Deus envia seu Filho Jesus Cristo a este mundo como vida e luz, para revelar a humanidade o seu amor, para que possam viver não como filhos das trevas, mas como filhos da luz.

O ser humano, diante desta luz potente, permanece o único juiz de si mesmo, pois a vida ou a morte, o bem ou o mal estão em suas mãos: “A Luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais trevas do que a Luz, porque suas ações eram más” (João 3,19). Portanto, a vinda de Jesus Cristo a este mundo como Luz destruiu as trevas e realizou plenamente o desígnio do amor de Deus. Acontece um confronto: de um lado a Luz de Cristo e de outro as trevas do mal.

Os Cristãos foram perseguidos desde o início justamente pelo fato de as trevas não suportar a Luz, e pelo fato, também, de o mal não conviver com o bem. Assim como a Luz vence as trevas, o bem sempre vence o mal.

Fonte: Gesú e la Catechesi nei Vangeli, Giorgio Zevini.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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