Religião

Quem me Vê, vê o Pai, diz Jesus

“O Espírito Santo virá sobre ti, Maria, não temas!”. O Espírito Santo é a potência divina criadora. Com a mesma potência com a qual Deus criou o Universo, ele fez com que fosse também gerado Jesus Cristo no útero da Virgem Maria. O Filho gerado pelo Pai se faz semelhante ao Pai, ou seja, o Filho assimilou todos valores e o modo de viver e de agir do Pai: Amor, perdão, compaixão e misericórdia. Jesus Cristo é a perfeita imagem de Deus Pai. É por isso mesmo que Jesus dirá a Felipe: “Felipe, quem me vê, vê o Pai”.

Contudo, Jesus precisou, também de um pai terreno, para que fosse seu protetor e protetor de sua Mãe, a Virgem Maria. Em sonho, José recebe uma revelação da vontade de Deus. Também nós, devemos nos perguntar: “O que Deus quer de mim? Qual o seu projeto e seu plano sobre a minha vida? São José e a Virgem Maria foram colaboradores de Deus no plano da Salvação. 

Neste tempo que antecede o Natal, a Virgem Maria nos convida a contemplar o que o Senhor realizou nela e a crer na vitória da vida, mesmo onde só se veem sinais de morte e de violência.

O termo virgem na Bíblia também assume um significado metafórico curioso: indica a pessoa que ama com um coração indiviso, ou seja, que não tem um coração dividido entre Deus e as coisas deste mundo.  A infidelidade de Israel é comparada à prostituição (Jr 5:7); sua contaminação com os ídolos é considerada um adultério, ou seja, uma divisão do coração entre Deus, o único esposo, e os ídolos dos pagãos (Os 2).

A virgindade é o símbolo do amor total a Deus. É neste sentido que Paulo usa o termo quando escreve a Comunidade de Corinto: “Tenho uma espécie de zelo divino por vós, tenho-vos desposado com um só marido, para vos apresentar como uma virgem casta a Cristo” (2 Cor 11: 2). Certamente a Virgem Maria também realizou este ideal de virgindade com perfeição. Para cada cristão, Ela é o modelo supremo de amor total e indiviso a Deus.

Fonte: Portal Cerco il Tuo Volto, Fernando Armellini.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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