O que fazer com os desapontamentos da vida?

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados, perseguidos, mas não desamparados, abatidos, mas não destruídos”.
II Coríntios 4. 8,9.
Dificilmente acharíamos um trio de letras tão pernicioso como o “D-e-s”. Tudo toma novo sentido quando ele entra em cena. O “Des” muda todas as coisas. Quando ele aparece, por exemplo: A obediência dá lugar à desobediência, o respeito é transformado em desrespeito, o compromisso toma ares de descompromisso.
E o que falar da graça? Ah! A graça é transformada em desgraça. Por sua vez a consideração cede terreno para a desconsideração, o amparo é mudado para desamparo, o ânimo dá lugar ao desânimo e para não estender a lista, o apontamento é substituído pelo desapontamento. O apontamento fala de uma vida bem-organizada, bem dirigida, ou seja, tudo sob controle. E por falar nisto, as pessoas inteligentes, gostam de uma vida bem apontada, porque o apontamento cria um senso de previsibilidade num mundo imprevisível. Com isto, temos a sensação de que podemos controlar o futuro, assim como o maquinista controle o trem. Porém, quando o “des” entra em ação, o nosso apontamento se transforma em desapontamento, e quando isto acontece, precisamos estar preparados, para reagirmos da maneira correta. Quantas vezes criamos uma expectativa que uma coisa boa vai acontecer, e não acontece! Queríamos saúde, arranjamos doença. Esperamos com anseio a aposentadoria e quando ela chega, arrumamos mais serviço e problema. Às vezes se espera uma promoção no trabalho, em vez disto, chega à demissão. Todos nós estamos sujeitos a isto.
Bem, diante de tudo isto, como reagir diante dos desapontamentos da vida? Qual a maneira correta de nos posicionar diante de tais situações? Permita-me usar o exemplo do apóstolo Paulo. Depois de realizar duas bem-sucedidas viagens missionárias, a sua meta agora era seguir seu caminho missionário rumo para a Espanha. No entanto, em vez de ir para a Espanha, Deus permitiu que ele fosse para a prisão. No cárcere, ele poderia ter feito como muita gente faz. Desistir de tudo. Mas não fez. Em vez disto, decidiu: “Enquanto eu estiver aqui, posso escrever algumas cartas”.
Por causa disto, queridos irmãos, é que nossa Bíblia tem as epístolas de Filemon, Filipenses, Colossenses e Efésios. Quatro belíssimas cartas escritas na prisão. Sem dúvida, Paulo teria feito um grande trabalho na Espanha, mas pergunto: Teria tal trabalho o alcance que teve e continua tendo, estas quatro cartas paulinas? Claro que não! Então caro leitor, é possível que você já esteve na posição de Paulo. Você já esteve feito um rojão a caminho da Espanha, ou da faculdade, ou do casamento, ou da independência financeira, mas então veio a dispensa do trabalho ou mesma a falência, ou a gravidez não programada, ou a doença dos pais, e você acabou desapontado e sem rumo. Diante disto, disse: Adeus Espanha, olá Roma, Adeus meus planos. E então vem a pergunta: Como você lidou com isto? Ou melhor, como você está lidando como isto? Aceita uma ajuda? A Palavra de Deus tem exatamente o que você precisa.
Este mesmo apóstolo expressou: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados, perseguidos, mas não desamparados, abatidos, mas não destruídos”. É nesta hora, que precisamos aprender que um problema de percurso, não pode nos fazer parar, pelo contrário, mesmo que estejamos feridos, saibamos que temos um Deus que cuida de nós, e muitas vezes a sua vontade permissiva, e não a diretiva, permite que soframos tais desapontamentos, pois eles acabam sendo pedagógicos. Por isto, levantemos a cabeça e vamos seguir em Frente. Deus está conosco.
Deus vos abençoe




Deus seja eternamente louvado!!!
Glória a Deus!