Desde lá

Prestar culto à Natureza,
Escrita com N maiúsculo,
Reclama maior clareza
Do planeta em crepúsculo.
Seja qual for a teoria
A explicar a origem do Universo,
São hábitos e pauta o que desafia
O paradigma do processo reverso.
O criacionismo, doutrina do cristão,
Confia a Deus a criação de tudo.
De barro e sopro divino feito Adão,
Cultivar o Éden lhe cabia, contudo.
O primeiro lar foi o Jardim!
Estava firmada a aliança natural,
A relação custo-benefício sem fim:
Gênesis, Dois, Quinze, a norma geral!
O direito ao exercício da posse direta,
A permitir comer dos frutos da Terra,
Com os apanágios da dominação correta,
Proveio do Senhor, que o poder encerra.
Com adâmicos habitantes e sucessores
Combinadas foram obrigações e contrapartidas.
Seus braços e mãos serão de lavradores
Para o sustento sustentável de suas vidas.
É conferir o mesmo e sagrado Evangelho,
Em seu capítulo anterior, de inauguração!
Que parte é daquele, Testamento Velho,
Determinando guarda, defesa e preservação.
Inacreditável que as correntes de pensamentos
Que dão cartas a movimentos sociais,
Continuem a brigar por empoderamentos,
Quando laico e sagrado são transcendentais.
O que está em jogo é o ambiente,
Mais que meio e menos que inteiro.
Evolucionista, credor da seleção imanente,
E seu oposto, tarda agir como escoteiro!



