Religião

A Oração do humilde penetra as nuvens

Depois de nos recomendar uma oração insistente e confiante no último domingo, Jesus, através da parábola do fariseu e do publicano, especifica neste domingo qual é a atitude certa e agradável a Deus para rezar.

Dois homens subiram ao templo para rezar: um cheio de méritos e boas obras e faz, em oração, um elogio generoso e detalhado de si mesmo; o outro repete uma única frase: Senhor, tem piedade de mim pecador! O primeiro saiu do templo sem ter sido visitado pela misericórdia divina; o segundo foi para casa justificado (cf. Lc 18, 9-14).

O fariseu, no Templo, reza “voltado para si mesmo” (pròs heautòn : Lc 18,11) e sua oração parece dominada por seu ego. Ele dá graças formalmente, mas na verdade não dá graças pelo que Deus fez por ele, mas pelo que ele faz para Deus. Sua oração é, na verdade, uma lista de suas performances piedosas. A alta imagem de si mesmo obscurece a imagem de Deus e o impede de ver quem reza ao seu lado como um irmão. Portanto, A autenticidade da oração, da oferta feita ao Senhor no culto, passa pela boa qualidade das relações com os irmãos que oram comigo e que formam comigo o corpo de Cristo.

A oração requer humildade. Onde há humildade, há abertura à graça de Deus e se faz presente também a caridade; onde há orgulho, há um sentimento de superioridade e desprezo pelos outros.
O cobrador de impostos se apresenta a Deus sem máscaras. Ele não tem nada do que se gabar, mas sabe que só pode implorar misericórdia ao Deus três vezes Santo. Através da figura do publicano, Jesus exorta-nos a humilhar-nos para sermos acolhidos e perdoados por Deus, que com seu amor pode curar-nos.

Fonte: Pe. Jesús Manuel García, Pe. Giovanni Vannucci e Enzo Bianchi.

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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