Orai sem Cessar

Dificuldades naturais que temos na nossa vida de oração: falta de tempo, velocidade da vida cotidiana e ativismo, distrações, secura espiritual. Então, o que podemos aprender do Evangelho sobre a oração? Antes de tudo, deve-se reiterar sempre que a oração cristã é uma luta, um combate. Precisamos do silêncio para escutar a voz do Senhor que nos fala. Assim como “a fé nasce da escuta” (Rm 10,17), também a oração, que nada mais é do que a eloquência da fé (cf. Tg 5,15).
A oração muda em cada um de nós de acordo com a idade, o caminho espiritual percorrido, as situações em que vivemos. A oração deve ser sempre insistente e perseverante. É sempre um diálogo, comunicação com Deus, abertura e acolhimento da sua presença, tempo e espaço em que o Espírito de Deus que é vida inspira, consola e sustenta a nossa vida. Para isso o apóstolo Paulo repete constantemente em suas cartas e com diversas expressões o mandamento: “Orai sem interrupção” (1Ts 5,17); “Seja perseverante na oração” (Rm 12:12); “Em todas as ocasiões, façam orações e súplicas no Espírito” (Ef 6:18); “Perseverai na oração, dando sempre graças a Deus” (Col 4,2).
Isto significa permanecer sempre em comunhão com o Senhor, sentindo a sua presença, invocando-o no coração, oferecendo-lhe o corpo, isto é, a vida humana concreta, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (cf. .. Rm 12: 1). A injustiça continua a reinar certamente e, apesar das orações e gritos do povo nada parece mudar. Mas Jesus, com seu poder profético, garante: “Deus lhes fará justiça rapidamente!”. O juízo de Deus estará lá, virá sobre todos e sua intervenção repentina chegará veloz, na pressa escatológica, ainda que para nós humanos pareça demorar.
Portanto, a perseverança na oração tem seus efeitos, não é inútil, e deve-se sempre lembrar que Deus é um juiz justo que exerce o julgamento de uma maneira que ainda não conhecemos. “Mas, quando vier o Filho do homem, encontrará fé na terra?”.
Uma questão que nos preocupa também, é que às vezes temos a impressão de ser os últimos cristãos na terra e tememos que nossa fé vacile. Nada está garantido e, infelizmente, há cristãos que estão convencidos de que a Igreja sempre estará presente na história. Mas quem o assegura, se nem mesmo a fé está assegurada? Certamente Deus não abandona a sua igreja, mas esta pode tornar-se não-igreja, a ponto de diminuir, desaparecer e dissolver-se no mundanismo religioso, deixando de ser uma comunidade de Jesus Cristo, o Senhor.
O chamado de Deus é sempre fiel, mas os cristãos podem se tornar incrédulos e desertores da Fé(Até aqui reflexão de Enzo Bianchi). Contudo, “o Senhor não tarda a cumprir sua promessa como pensam alguns, entendendo que há demora. Ele está é usando de paciência convosco, para que ninguém se perca”(2Pedro 3,9), por isso “não vos inquieteis com nada, mas apresentai a Deus todas as vossas necessidades pela oração e pela súplica, em ação de graças”(Filipenses 4,6).
Dificuldades na oração:
Rotina, Negligência, Desânimo, Preguiça. Para combater essas dificuldades se faz necessário: A Disciplina, a Perseverança, a persistência e a determinação. Rezar é colocar a minha causa nas mãos de Deus. Ser dependente de Deus. Jesus rezava com insistência e depois levantou-se, ou seja, a oração nos faz Ressuscitar.








