A Esperança não decepciona

Deus não quer que estejamos despreparados, mas vigilantes esperando, pois Deus sempre nos surpreende nos acontecimentos de nossa vida. Assim, a Igreja, também em nossos dias, vive o tempo de sua peregrinação terrestre como uma longa e interminável noite, durante a qual espera o amanhecer de um novo dia (cfr. Rm 13,12).
Recordemos, aqui, da «noite da Libertação», na qual Deus mesmo passou em vigília sobre o seu povo, a fim de libertá-lo da escravidão do Egito (cfr. Es 12,42), realizando, assim, as promessas anunciada aos patriarcas (cfr. Sap 18,6).
Portanto, são felizes, também, e bem aventurados aqueles que perseveram vigilantes. A Carta aos Hebreus, recorda-nos a expectativa de Abraão, que foi amadurecida pela noite da Fé, na oferta de Isaac (cfr. v. 17) e na busca de «uma Pátria melhor» (cfr. vv. 14-16).
No Evangelho vemos ilustrada a multiforme riqueza dos significados da Vigilância Evangélica. Esta comporta prontidão e atenção, paciência e perseverança, ou seja, a capacidade de esperar toda a noite; fidelidade e responsabilidade em cumprir o próprio dever; disponibilidade em servir: «estejam prontos com os rins cingidos e com vossas lâmpadas acesas» (v. 35; cfr. Lc 17,8; At 12,8).
O Povo de Israel, enquanto se preparava para celebrar a Páscoa tiveram que se prepara para sair da Escravidão, na noite das noites: «Eis que comereis o cordeiro com os rins cingidos, com sandálias aos pés e com o bastão nas mãos. Comereis o cordeiro às pressas, pois é a Páscoa do Senhor! Naquela noite passarei no meio de vós…» (Es 12,11-12).
Deus passa no meio do seu povo, por isso é preciso estar prontos para fazer um caminho de libertação, guiados pela luz da Palavra de Deus que a Igreja proclama na Liturgia Eucarística, que para nós é a Páscoa Semanal.
Um coração distraído com muitas coisas, jamais será capaz de esperar as mais surpreendentes visitas de Deus. Em si mesma, a expectativa é já fonte de bem aventurança e de autêntica felicidade, pois mantém o coração aberto na direção do bem que se deseja, fazendo com que possa já experimente a alegria do encontro.
Não é em vão que no texto do Evangelho de Lucas ressoe três vezes a fórmula: «Felizes…» (vv. 37.38.43). « Felizes os servos que o Senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele vai cingir-se e fazê-los sentar-se à mesa e, passando os servirá” » (v. 37).
Jesus Cristo se faz servo dos seus servos sentados à mesa da Eucaristia: Esta é uma admirável reviravolta Divina!
Que tipo de Senhor esperamos?
Esperamos um Senhor como um patrão zangado e severo?
Fonte: Portal Cerco il tuo volto, Commento a cura di don Jesús Manuel García.








