Precisa ser bom?

O que pode ser maior para uma criança ou adolescente, cultivar a vontade de participar de um esporte ou se desapegar pelo fato de não conseguir “ser tão bom”? O fato é que nos dias atuais convivemos com uma insegurança maior de crianças e adolescentes em participar de algum esporte devido o medo de não conseguir ir bem na atividade, medo de sofrer críticas e gozações.
Muitas vezes percebo em alguns dos meus alunos, tanto no futebol quanto na Educação Física Escolar, uma vontade enorme de participar de competições, mas a insegurança é ainda maior.
Como podemos trabalhar essa questão?
Nos casos de insegurança primeiramente é importante criar um porto seguro para o aluno, tanto na família quanto na escola. Começando pela família: deixar a criança se abrir e expor a sua insegurança não é tão fácil, principalmente quando pais ou irmãos cobram desempenho ou tiram sarro de alguma “falta de talento” da criança, pois muitos leigos consideram os parâmetros de referencia os profissionais do esporte que vivem disso.
Cabe aos pais observar momentos de desmotivação, desculpas em não participar e refazer estratégias dentro de casa que possam ajudar em voltar a balança mais para a vontade de jogar do que no medo de não ir bem. Conversas abertas e mostrar exemplos de superação de pessoas no esporte, elevando a importância de que, antes do tentar vencer no jogo, participar e ter condições de saúde para isso é o mais importante.

No dia do jogo os familiares devem sempre motivar e torcer, mostrar leveza e naturalidade para qualquer situação, vitória ou derrota, pois com esse porto seguro familiar a criança tende a buscar a participação esportiva sempre e com muito menos medo que antes.
O outro porto seguro é o professor. A sua conduta perante o grupo em poder tirar o melhor proveito de todos durante aula, mas, acima de tudo, respeitando o limite e talento de cada um é um fator importante.
O grupo estando bem trabalhado na parte comportamental de disciplina e respeito a todos os colegas naturalmente já derruba essa barreira nos mais inseguros. A forma de liderar o grupo expondo a importância em se manter um ambiente amigável é o que um professor mais deve cultivar.
Saber trabalhar a falta de humildade nos que se destacam mais e fortalecer aqueles que possuem mais dificuldade na modalidade, a fim de demonstrar a importância em participar e destacar cada evolução, mesmo que seja mínima, derrubará de vez o bloqueio dos alunos mais receosos. Ações assim é a verdadeira vitória para um grupo de alunos e professor, pois o esporte é muito mais do que ganhar e perder, do que ser bom ou ruim. Praticá-lo já é uma vitória, pois as experiências em que se criam podem fazer a diferença no desenvolvimento humano, fora as histórias em que momentos esportivos podem fazer com que a levemos para a vida toda. Os netos ouvirão.
Camisa 10
Adriana é Camisa 10 na corrida

Adriana Candido de Souza, iniciou no esporte aos 12 anos de idade no atletismo. De 2003 até 2015 atuou como atleta profissional em corridas de rua, sendo que nos anos de 2006 e 2007 alcançou sua melhor performance e conquista, conseguindo subir ao pódio na Maratona Internacional de Porto Alegre, com distância de 42.195 metros e chegando no 5° lugar respectivamente, ficando entre as 12 melhores atletas do país na distância no ano de 2007. Representou a cidade de Franca em vários Jogos Regionais, Abertos e várias provas de corrida de rua. Formada em Educação Física, atua como Treinadora de corridade rua na Personew Assessoria Esportiva, e também como Personal Trainer. Foi por 8 anos Treinadora de Fundo e meio Fundo da equipe de Franca na Feac. Mesmo não sendo mais atleta profissional, nunca deixou de praticar a corrida, pois faz parte da sua vida. Para ela, estar com os alunos é um grande prazer e satisfação, incentivando-os na prática da corrida e ajudando eles a superar e alcançar seus objetivos.
Frase que carrega consigo: “Na vida, para alcançar nossos objetivos temos que seguir os 3 D’s : determinação, dedicação e disciplina”.
Ligia é Camisa 10 na Educação Física Escolar

Ligia Ferreira Benate Gonçalves, professora de Educação Física no ensino público. Possui vasta experiência no ensino municipal de Franca, ao qual já ministrou aulas para as séries iniciais e as diversas faixas etárias. Além disso, já esteve à frente da formação dos professores de Educação Física Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Franca, transmitindo todo seu conhecimento da área para os demais profissionais, valorizando cada vez mais o ensino da disciplina para os alunos da cidade e atualmente compõe a equipe de professores de Educação Física da APAE, onde realiza atendimento com os alunos e atua como professora do Projeto de Dança.
Frase que carrega consigo: “Seja a mudança que você deseja ver no mundo”







