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“O palavrório mudou e eu fiquei chumbrega”

Continuando minhas lamúrias da mudança do palavreado, continuei a tomar a Pitu e me abrir com a Lolosa, minha amiga de copo e de cruz. Continuei a lamúria:

- Angu – Alguém que era mole (tipo eu), agora é moleza
- Lombriga – Meninada vivia com o barrigão. Hoje é verme
- Berloque – Qualquer bijuteria era balangandã. Hoje é pingente.
- Frasqueira – de carregar trecos. Hoje é Nècessaire
- Japona – paletó para se proteger do frio. Na atualidade é jaqueta
- Pegnoir – Usava por cima da camisola. Na modernidade virou robe.
- Fazer Joãozinho – A mulherada, para deixar o cabelo liso, colocava ramona (hoje grampo) e de madrugada virava do outro lado. De manhã o cabelo estava lisinho. Hoje tem chapinha.
- Anágua – Punha debaixo da saia. Sumiu do mapa
- Modess – Ninguém falava absorvente.
- De Chico – quando a mulher estava menstruada
- Crime rinse – pra passar no cabelo depois do shampoo. Hoje é condicionador.
- Lero-lero – virou conversa fiada
- Borocoxô – virou triste
- Chumbrega – era uma coisa muito feia
- Convescote – era piquenique
- Apalermando – virando bobo
- Quiprocó – virou confusão
- Víspora – era bingo
- Ceroula – Era uma cueca horrorosa que broxava qualquer um
Tem mais, mas a Lolosa falou que ia parar e me chamou para ir no “Última Lágrima”, boteco perto do cemitério. Eu fui tomar umas. Que modernidade que nada. Amanhã tomo “bença” da mãe…








